Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU neste sábado (26), o chanceler russo Sergey Lavrov fez um apelo por medidas urgentes para remediar a situação humanitária em Cuba, que sofre as consequências do endurecimento do cerco dos Estados Unidos.
"São necessárias medidas urgentes para remediar a grave situação humanitária em Cuba, país que atualmente enfrenta uma pressão sem precedentes por parte de seu vizinho do norte", declarou.
"Reafirmamos nossa solidariedade ao povo e ao governo cubanos e pedimos firmemente o fim do bloqueio naval contra a 'Ilha da Liberdade', a eliminação de todas as restrições comerciais impostas a Cuba e a retirada do país da lista — amplamente desacreditada — de Estados patrocinadores do terrorismo", acrescentou.
Libertação de Maduro
Durante o discurso, Lavrov também demandou a libertação do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, sequestrado em janeiro junto com sua esposa, a deputada Cilia Flores, durante uma operação dos EUA contra o país latino-americano.
"Insistimos na rápida libertação do líder venezuelano e de sua esposa, bem como para que esse tipo de excesso não se repita no futuro", declarou.
Na sequência, o chefe da diplomacia russa classificou como "manifestação inadmissível de imposição pela força" o assassinato, pelos EUA e por Israel, do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, e de integrantes de sua família, além de membros da cúpula militar e política da República Islâmica.