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Trump sobre o Irã: 'Talvez eu tenha ido um pouco longe demais'

O presidente dos EUA afirmou ter prometido não assassinar mais nenhum líder iraniano, reconhecendo que provavelmente havia ultrapassado os limites.
Trump sobre o Irã: 'Talvez eu tenha ido um pouco longe demais'Gettyimages.ru / Alex Wong

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse, nesta quarta-feira (14), acreditar que ultrapassou os limites com suas ações e ataques militares contra o Irã.

"Seus líderes se foram. Esse é um dos problemas. Talvez eu tenha ido longe demais. Não sei com quem diabos estamos lidando", disse o presidente dos EUA durante um comício de campanha em Bullhead City, Arizona.

Antes de sua declaração, Trump indicou que as coisas com o Irã estavam indo "muito bem", alegando ter destruído suas forças armadas e aéreas, seus sistemas de radar e suas defesas. "Neste momento, eles não têm nada", enfatizou.

O presidente prosseguiu, alegando ter eliminado os principais líderes de "primeira e segunda linha" da República Islâmica, e afirmou ter cumprido sua promessa a Teerã de não eliminar "mais ninguém".

"Eles me fizeram prometer que eu não eliminaria mais ninguém. Eu prometi isso a eles, mas ninguém quer ser presidente da República Islâmica do Irã", acrescentou, após afirmar que metade dos líderes de terceiro escalão do Irã "já não estão mais lá".

"Talvez eu tenha ido um pouco longe demais. Me desculpem. Porque eu não sei mais com quem diabos estamos lidando", enfatizou ele.

As ameaças continuam

Recentemente, Trump voltou a ameaçar o Irã, avisando que lhes daria "uma boa lição ". No entanto, na semana passada, ele afirmou que os EUA não tinham intenção de atacar Teerã, pelo menos não antes das eleições de meio de mandato, em 3 de novembro.

Essa declaração contrastava com relatos divulgados pouco antes, sobre um pedido da Casa Branca ao Pentágono para preparar opções de novos ataques contra alvos iranianos antes das eleições, a fim de demonstrar progresso no conflito e pressionar o preço da gasolina para baixo.

  • Diante do impasse nas negociações, Trump sugeriu repetidamente o aumento do uso da força militar contra a República Islâmica e chegou a ameaçar "aniquilá-la". Ele expressou essa opinião em uma entrevista à revista Time, publicada em 1º de outubro, na qual defendeu a "aniquilação do Irã", afirmando que essa era a única maneira de restaurar a estabilidade mundial.
  • No entanto, o Irã aumentou sua capacidade de produção de armas e equipamentos de defesa em 2,5 vezes nos últimos sete meses, em comparação com o período anterior à guerra que os Estados Unidos e Israel iniciaram contra o país no final de fevereiro, afirmou na terça-feira (13) o porta-voz do Ministério da Defesa iraniano, brigadeiro-general Reza Talei-Nik. A esse respeito, ele advertiu que qualquer nova agressão ou ameaça dos EUA e de Israel será recebida com uma "resposta decisiva" e resultará em "derrotas ainda mais retumbantes".