
Trump admite que EUA podem ter 'ido longe demais' ao assassinar líderes iranianos

O prtesidente dos Estados Unidos, Donald Trump admitiu na segunda-feira (12) que os Estados Unidos podem ter ido "longe demais" ao atacar a liderança iraniana e observou que o assassinato de vários de seus líderes complicou os esforços de negociação.

Durante um comício realizado em Youngstown, Ohio, o presidente dos EUA reiterou sua opinião de que as forças armadas iranianas foram dizimadas durante a agressão militar conjunta EUA-Israel. "Eles não têm navios. Não têm absolutamente nada. Nem mesmo líderes ", afirmou.
"Esse é o problema. Talvez tenhamos ido longe demais com essa questão dos líderes, porque já não sabemos com quem diabos estamos lidando", acrescentou Trump, que também afirmou que "ninguém quer ser presidente do Irã", apesar de Masoud Pezeshkian ocupar a presidência da República Islâmica desde julho de 2024.
Em declarações anteriores, o chefe da Casa Branca se referiu ao Irã como "um país de lunáticos". "Eles sabem disso. Eu digo a eles o tempo todo: 'Vocês são completamente loucos'", declarou ele, em meio a um frágil cessar-fogo.
O jornal The New York Times informou que o Pentágono elaborou planos para uma nova ofensiva militar contra o Irã, incluindo uma campanha de ataques intensos durante cerca de três dias contra alvos militares e energéticos. De acordo com o jornal, os ataques teriam como foco arsenais de mísseis e drones, instalações energéticas, além de postos de comando e quartéis-generais do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica.
Diante do impasse nas negociações, Trump sugeriu em diversas ocasiões intensificar o uso da força militar contra a República Islâmica, chegando a ameaçar aniquilar o país. Em entrevista à revista Time, publicada em 1º de outubro, o presidente americano defendeu "aniquilar o Irã", afirmando que essa seria a única opção para restabelecer a estabilidade mundial.
Por outro lado, o Irã aumentou em 2,5 vezes sua capacidade de produção de armamentos e equipamentos de defesa nos últimos sete meses, em comparação com o período anterior à guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o país no fim de fevereiro, afirmou na terça-feira (6) o porta-voz do Ministério da Defesa iraniano, general de brigada Reza Talei-Nik. Ele alertou que qualquer nova agressão ou ameaça dos EUA e de Israel receberia uma "resposta decisiva" e provocaria "derrotas ainda mais contundentes".
