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Assessor de Putin explica o que está por trás da 'hipocrisia' da UE em relação ao acordo sobre diesel

Enquanto a UE continua comprando bilhões em energia da Rússia, critica abertamente o acordo entre Moscou e Washington para liberar o diesel russo nos mercados globais.
Assessor de Putin explica o que está por trás da 'hipocrisia' da UE em relação ao acordo sobre dieselSputnik / Vitali Timkiv

Kirill Dmitriev, CEO do Fundo Russo de Investimento Direto e enviado especial da Presidência da Rússia, explicou nesta quarta-feira (14) os motivos por trás da dura retórica da União Europeia (UE) contra o recente acordo sobre diesel entre os EUA e a Rússia.

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"Por que nossos colegas europeus estão se comportando dessa maneira? Porque estão tentando frustrar qualquer tipo de cooperação entre a Rússia e os Estados Unidos", afirmou ele.

O enviado presidencial enfatizou que, apesar da atitude das lideranças europeias — que ele havia descrito anteriormente como "hipocrisia espantosa da UE " —, "a Europa compra e paga à Rússia por recursos energéticos" na enorme quantia de US$ 320 bilhões. Mas, "ao mesmo tempo, ela está tentando criticar o acordo de diesel com os EUA, que é benéfico tanto para a Rússia quanto para os EUA e, mais importante, oferece um apoio significativo aos mercados globais".

Apesar das tentativas da Europa de frustrar a cooperação russo-americana, Moscou dará continuidade a essa interação econômica. "Não se trata apenas do acordo sobre o diesel, mas de muitas outras oportunidades de cooperação econômica e de investimento com os EUA", afirmou.

Por fim, o alto funcionário enfatizou que "cada vez mais representantes" do governo dos EUA entendem que suas políticas punitivas, como o pacote legislativo já aprovado de sanções "infernais" contra a Rússia, promovido pelo falecido senador russófobo Lindsey Graham*, prejudicam os próprios Estados Unidos em primeiro lugar.

  • Os Estados Unidos enfrentaram uma grave escassez de diesel, o que elevou os preços a níveis recordes. No final de setembro, o preço médio atingiu um pico histórico de cerca de US$ 6,50 por galão, ultrapassando US$ 8 na Califórnia. Embora outubro tenha apresentado uma leve queda sazonal para US$ 6,19, a situação permanece crítica.

* Incluído na lista de terroristas e extremistas da Rússia