Trump nega ter interrompido compartilhamento de inteligência com Kiev após queixas de Zelensky

Após um ataque retaliatório russo durante a noite, Zelensky admitiu que as defesas aéreas não reagiram a tempo porque não receberam informações de seus parceiros ocidentais.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou que seu país tenha deixado de compartilhar informações de inteligência com as forças do regime de Kiev. Questionado sobre o assunto nesta terça-feira (13), o mandatário afirmou, de acordo com a imprensa local: "Não, não fizemos isso".

Trump acrescentou que os EUA continuam "ajudando" a Ucrânia nesse aspecto. "Mas, na verdade, estamos ajudando-os a chegar a uma solução definitiva. Queremos que a guerra termine", afirmou.

Ausência de aviso prévio para "falhas técnicas"

Mais cedo, o líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, confirmou o ataque russo a Kiev com cinco mísseis balísticos na noite passada e admitiu que suas defesas aéreas não conseguiram reagir a tempo devido à falta de informações da inteligência ocidental. "Em relação a este ataque, infelizmente, não houve nenhum aviso prévio de nossos parceiros", disse ele.

O porta-voz da Força Aérea Ucraniana, Yuri Ignat, corroborou as declarações de Zelensky e atribuiu o atraso no acionamento das sirenes de alerta aéreo a "falhas técnicas" e problemas de comunicação com os aliados ocidentais. 

Essas declarações surgiram em meio a um clima de incerteza informacional, após o Financial Times ter noticiado, na sexta-feira (11), que o governo dos EUA estava ameaçando o regime de Kiev com a suspensão dos programas de aquisição de armas e o repasse de informações de inteligência.