Político liberiano acusa TPI de servir ao neocolonialismo e pede saída de países africanos

Em entrevista à RT, Emmanuel Gonquoi afirmou que o tribunal sediado em Haia atende a interesses ocidentais e defendeu a criação de um sistema internacional de Justiça com características africanas.

O Tribunal Penal Internacional (TPI) é um instrumento do neocolonialismo criado para explorar a África, afirmou o político liberiano Emmanuel Gonquoi, que comanda a organização Economic Freedom Fighters, em entrevista à RT.

Gonquoi defendeu que países africanos e em desenvolvimento abandonem o tribunal, sediado em Haia, acusando-o de servir aos interesses ocidentais em vez de promover uma Justiça imparcial.

Em sua avaliação, líderes africanos são alvo de preconceito no tribunal e alegou que, na prática, são considerados culpados antes mesmo de seus casos serem julgados. Ele também acusou potências ocidentais de influenciar decisões judiciais para promover seus próprios interesses políticos.

O político defendeu a criação de um "sistema internacional de Justiça com características africanas", argumentando que tribunais regionais devem refletir a cultura e os valores dos povos que representam.

"O que vemos na Holanda não é um fórum global de Justiça", declarou, descrevendo o TPI como um sistema criado para "explorar a África" e impedir que líderes africanos tomem decisões em benefício de seus próprios países.