Parceria com mineradora australiana busca afastar Brasil do papel 'de mero exportador', diz Silveira

Projeto da australiana Lynas Rare Earths pode receber apoio do BNDES e viabilizar uma das maiores usinas de separação de terras raras fora da China.

O ministro de Minas e Energia do Brasil, Alexandre Silveira, revelou à imprensa especializada nesta segunda-feira (12) que a mineradora australiana Lynas Rare Earths apresentou planos para construir uma usina de separação de óxidos de terras raras em Minas Gerais. Segundo o portal MINING.COM, a instalação poderá se tornar uma das maiores do tipo fora da China.

"O projeto de implantação de uma usina de separação de óxidos de terras raras na região de Poços de Caldas, apresentado pela empresa, pode ser um marco para o Brasil avançar em diferentes etapas da cadeia de valor, agregando valor ao nosso produto e afastando o país da condição de mero exportador de matérias-primas", afirmou Silveira, conforme citado pelo veículo.

A aquisição da Meteoric Resources por US$ 672 milhões integra a expansão da Lynas no Brasil. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) avalia financiar o projeto, que abriga um dos maiores depósitos conhecidos de terras raras em argilas iônicas fora da China.

Segundo fontes ouvidas pelo MINING.COM, as negociações estão avançadas, e o BNDES deve realizar uma visita técnica às operações da Lynas na Austrália até o fim de 2026. Ainda não há definição sobre o financiamento nem sobre a decisão final de investimento. A usina em Poços de Caldas também poderá processar terras raras de outros depósitos da região, além do projeto Caldeira.