Rússia denuncia 'campanha de desinformação' orquestrada pela presidente da Comissão Europeia

O Serviço de Inteligência Estrangeira (SVR) da Rússia aponta Ursula von der Leyen como principal responsável pela campanha desencadeada contra a Rosatom.

A Comissão Europeia lançou uma campanha difamatória contra a corporação russa de energia atômica Rosatom, informou nesta segunda-feira (12) o Serviço de Inteligência Estrangeira (SVR) russo.

O serviço destaca que a liderança da comissão é o "principal 'cliente'" de uma "campanha de desinformação" implementada na Europa contra a Rosatom e a construção da usina nuclear de Paks-2, na Hungria, na qual a corporação estatal russa está envolvida.

"Sua presidente, Ursula von der Leyen, designou explicitamente à sua equipe a tarefa de forçar o governo de Peter Magyar a renunciar à cooperação com a Rússia na área de energia atômica para fins pacíficos", afirmaram as autoridades no comunicado.

Segundo o SVR, o "porta-voz" dessa campanha é o jornal Politico Europe, "controlado por Bruxelas", com Ben Makuch desempenhando o "papel de principal provocador".

O "pseudojornalista" antes se especializava em "divulgar 'informações políticas' sobre a Rússia e agora se tornou um 'especialista em energia'".

Incapacidade de competir de forma justa

"Os burocratas europeus reconheceram abertamente a incapacidade dos produtores europeus de competirem em igualdade de condições com a Rosatom no mercado de energia nuclear. Isso significa que qualquer outra opção para a construção de Paks-2 na Hungria será menos eficiente e mais perigosa", denunciou o SVR.

A organização também atribui motivações pessoais a Von der Leyen.

"Ursula espera que seu papel ativo na expulsão da Rosatom da Hungria e sua substituição por uma empresa ocidental seja 'devidamente valorizado'". Além disso, cita como pano de fundo sua "vasta experiência" em "lobby" e "contratos questionáveis" com grandes corporações, mencionando como exemplo o contrato com a empresa americana Pfizer para o fornecimento da vacina contra a COVID-19.

"A seita globalista que governa a União Europeia, obviamente, não leva em consideração a opinião e os interesses dos húngaros", conclui o SVR, apresentando a situação como um dilema para a Hungria: "ceder" ao "ruído de informação" promovido por Bruxelas e perder uma fonte confiável de geração de eletricidade, ou "mostrar princípios" e "defender os interesses" de seus cidadãos.