O diretor geral do consórcio estatal russo Rosatom, Alexei Likhachev, visitou um parque de esportes a motor no sudeste de Moscou no sábado (10) para testar o Atom 1000, o primeiro veículo elétrico russo a ser produzido em série, segundo informou a TASS.
"Como carro urbano, é sem dúvida uma das melhores opções, pelo que sei", comentou em comunicado à imprensa.
O fabricante caracteriza o veículo, desenvolvido por uma empresa privada russa entre 2021 e 2024, como um "gadget" eletromóvel, se referindo a seu alto nível de digitalização. Em particular, seu assistente de voz é capaz de controlar o ar condicionado, as portas, os assentos e a navegação.
Os usuários podem alterar a temperatura e e o fluxo de ar, bloquear e desbloquear as portas, ajustar os assentos e criar ou cancelar um percurso falando com o sistema de computador, também desenvolvido na Rússia e baseado no sistema operacional Atomverse.
Embora a frase de ativação seja sempre a mesma —"Escuta, Atom!"—, o veículo entende comandos formulados de outras maneiras.
O projeto se concentrou na segurança ao dirigir. Desta forma, um passageiro não pode abrir a porta do motorista usando comandos de voz e, enquanto o veículo estiver em movimento, as portas nunca serão destravadas, independentemente de quem solicitar.
No entanto, o assistente de voz visa beneficiar os passageiros, não apenas o motorista. E embora as vendas do modelo já tenham começado, ele passa por melhorias constantes.
Graças ao seu motor elétrico de 150 quilowatts (204 cavalos de potência), o carro atinge uma velocidade máxima de 170 km/h e acelera de 0 a 100 km/h em sete segundos.
O Atom 1000 é produzido em série desde setembro na fábrica de automóveis Moskvich, na capital russa. A linha de montagem atual planeja atingir uma taxa de produção de 20 unidades por dia em breve.