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'Violência, assassinatos e caos': Trump culpa imigrantes somalis e oferece 'socorro' federal ao Minnesota

O presidente dos EUA exigiu que o governador do estado solicitasse ajuda federal, após acusar somalis de "tomar o controle" do estado, um dia depois de uma prisão por suposto plano terrorista.
'Violência, assassinatos e caos': Trump culpa imigrantes somalis e oferece 'socorro' federal ao MinnesotaAlex Kormann / The Minnesota Star Tribune

O presidente dos EUA, Donald Trump, instou nesta quinta-feira (8) os moradores do estado de Minnesota a "revidar" e enfrentar os imigrantes somalis que vivem no estado.

A declaração foi feita um dia depois de autoridades federais anunciarem acusações contra um cidadão americano por um suposto plano de ataque terrorista no Mall of America.

Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump acusou os imigrantes somalis de estarem "assumindo o controle" de Minnesota e de serem responsáveis por "violência, assassinatos e caos em todo o estado".

O presidente atacou o governador Tim Walz, a quem chamou de "ladrão incompetente que não quer se envolver" e que só estaria interessado em "sair da cidade levando tudo o que conseguir roubar".

"O povo de Minnesota precisa revidar. Vocês foram roubados e abandonados pelo governo estadual", escreveu Trump.

"Não se pode permitir que os somalis escapem impunes pelo que estão fazendo. Eles veem vocês como pessoas fracas e estúpidas. Reajam, Minnesota, reajam!", acrescentou o presidente, que ofereceu ajuda, afirmando que "se necessário, o governo federal irá socorrê-los".

O presidente exigiu que Walz e o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, solicitassem "imediatamente ajuda federal e deixassem o restante por nossa conta".

Trump critica há muito tempo o governado de Minnesota pela maneira como ele lidou com um suposto esquema de fraude ligado à comunidade somali no estado.

No fim de 2025, uma ampla operação de fiscalização migratória atingiu as chamadas "cidades gêmeas" de Minneapolis e Saint Paul, resultando nos disparos fatais contra dois cidadãos americanos por agentes federais.

A operação Metro Surge e a escalada das tensões em Minnesota

  • A operação, anunciada em dezembro pelo governo do presidente Donald Trump e denominada Metro Surge, mobilizou cerca de 3 mil agentes federais para a região de Minneapolis–St. Paul. A ofensiva migratória provocou tensão entre as comunidades locais, com relatos de imigrantes e empresários que passaram a temer abordagens e detenções por parte do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE).
  • A tensão aumentou após a morte de uma mulher de 37 anos, baleada por um agente do ICE durante um protesto em 7 de janeiro. Como resposta, o estado de Minnesota, Minneapolis e St. Paul moveram ações judiciais contra o governo federal, acusando-o de promover retaliações ilegais e gerar pânico entre famílias, escolas e locais de trabalho.
  • Em 20 de janeiro de 2026, Donald Trump voltou a cobrar uma atuação mais incisiva do Departamento de Segurança Interna e do ICE, exigindo a divulgação dos números, nomes e rostos de criminosos detidos. Ao comentar a situação em Minnesota, o presidente utilizou expressões ofensivas para se referir a pessoas que acusou de envolvimento em crimes e afirmou que a exposição pública dos detidos aumentaria o apoio popular às operações migratórias.

  • No dia seguinte, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, Trump voltou a atacar a Somália e a comunidade somali nos Estados Unidos, atribuindo a supostos criminosos somalis uma fraude de mais de US$ 19 bilhões. O presidente também fez declarações depreciativas sobre a inteligência dos somalis e classificou a Somália como um "Estado falido", ampliando a controvérsia em torno de suas declarações sobre os imigrantes somalis e a operação Metro Surge em Minnesota.