Gigantes de IA estão se preparando para cenário 'catastrófico'; entenda o que pode acontecer

Executivos das principais empresas de inteligência artificial avaliam possíveis respostas a um ataque cibernético de grandes proporções.

Executivos das principais empresas de inteligência artificial (IA) antecipam internamente um cenário "catastrófico" sobre a tecnologia, que envolveria um ataque cibernético de grandes proporções capaz de paralisar serviços financeiros, redes de internet e até sistemas de energia e abastecimento de água. A informação foi publicada pelo portal Axios, na sexta-feira (9).

Representantes do setor planejam como se posicionariam politicamente depois deste cenário. Entre as figuras que poderiam ser cobradas publicamente estão os CEOs da Anthropic, Dario Amodei, e da OpenAI, Sam Altman, além do presidente norte-americano Donald Trump, com sua posição de pouca regulação da tecnologia.

A reportagem cita como exemplo concreto um episódio recente envolvendo instituições financeiras da Coreia do Sul. Segundo a análise da empresa de segurança CrowdStrike, publicada na quarta-feira (7), um hacker, supostamente ligado à China, teria usado modelos de IA de desenvolvimento chinês, incluindo o DeepSeek, para acessar dados de milhares de clientes bancários. Além disso, a empresa americana identificou o uso do Claude Code para tentar comercializar o material obtido.

Para os executivos entrevistados pelo Axios, esse episódio ilustra que ferramentas amplamente disponíveis já permitem que um único agente cause danos em escala, sem exigir recursos estatais ou conhecimento técnico avançado. A avaliação predominante é de que um incidente grave deve ocorrer nos próximos 6 a 12 meses.

O que as empresas de IA já fazem

De acordo com a reportagem, a OpenAI afirmou que já realiza exercícios de contingência regularmente, mas ressaltou que esses cenários "não são tratados como inevitáveis".

A Anthropic não comentou as discussões, mas anunciou a Anthropic Cyber Mission, que inclui o Critical Infrastructure Defense Program (CIDP), com parceiros como CrowdStrike e Deloitte, e o OSS Scanner, ferramenta gratuita para encontrar vulnerabilidades em softwares de código aberto.