
Imprensa revela motivo que teria levado copiloto da Flydubai a desistir de atacar Israel

O copiloto de Omã suspeito de tentar tomar o controle de um voo da Flydubai entre Dubai e Tel Aviv, em 30 de setembro, confessou aos investigadores que planejava o ataque desde o verão, segundo fontes citadas pelo Wall Street Journal.
Conforme as fontes, Hamam al-Hammami, de 29 anos, teria buscado companhias aéreas e rotas que o levassem a Israel, tentando ser escalado para a ligação Dubai–Tel Aviv.
O copiloto preparou um plano para incapacitar o capitão e jogar o avião contra um alvo israelense, e esteve disposto a executá-lo durante um voo da mesma rota no mês de julho passado.

No entanto, ele teria desistido de levar a cabo seu plano, pois gostava de um dos membros da tripulação que estava no voo.
Al-Hammami também declarou que sua motivação para executar o ataque era a situação em Gaza.
O copiloto já havia sido afastado das operações de voo pela Oman Air, pois suas ideias extremistas causavam preocupação, e passou por um programa de desradicalização.
Ainda assim, a Flydubai não consultou esses antecedentes junto à companhia omanense antes de contratá-lo.
O que aconteceu a bordo?
- O voo FZ1073 da Flydubai, um Boeing 737 MAX com 174 passageiros a bordo e com destino a Tel Aviv, emitiu um sinal de emergência 90 minutos após a decolagem, enquanto sobrevoava o espaço aéreo da Jordânia.
- O incidente teria sido causado por uma briga entre os pilotos depois que um deles tentou derrubar o avião. A aeronave caiu mais de 4,3 mil metros em menos de meio minuto. O copiloto atacou o comandante com um machado, e os passageiros intervieram em uma luta sangrenta.
- Durante a crise, os códigos 7700 e 7500 — tomada hostil e intervenção ilegal — foram transmitidos, alertando os sistemas de segurança em Israel e no Oriente Médio e suspendendo as partidas no Aeroporto Ben Gurion. Após ser desviado, o avião pousou na Arábia Saudita.
