
Rubio diz que Ocidente pode enfrentar 'servidão e decadência'

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira (7), durante visita à Grécia, que o futuro do Ocidente dependerá da capacidade de agir com decisão, reconstruir sua força econômica e militar e competir pela supremacia tecnológica e estratégica.
"Agora, hoje, nos encontramos em uma encruzilhada. Porque a próxima década e as decisões que tomarmos escreverão a história da próxima etapa. O rumo que tomarmos determinará se o Ocidente mantém seu lugar à frente do mundo ou se irá resignar-se a um futuro de atrofia de nossa sociedade, servidão e decadência. Ou escolhemos agir agora ou perderemos por completo a capacidade de agir", declarou Rubio.

Segundo o secretário, sob o governo do presidente Donald Trump, os Estados Unidos "tomaram sua decisão". "Escolhemos a busca sem desculpas pelo poder nacional, recuperar o controle de nossas cadeias de suprimentos críticos, reindustrializar nossa economia, reconstruir nossa defesa. Lutar pelo domínio das tecnologias e das indústrias do futuro", detalhou.
"Escolhemos alcançar novas fronteiras em manufatura avançada e superinteligência, em drones, armas e guerra, em chips, minerais, ciberespaço e em todos os demais âmbitos da possibilidade humana para liberar nossa energia, reconstruir nossas fábricas, voltar a levar nossos astronautas à Lua e iniciar uma nova era de exploração no espaço", continuou.
"As ameaças são tão reais"
Rubio também afirmou que os gregos antigos "não eram ingênuos". "Entendiam que as nações têm interesses. Entendiam que a arte de governar requer prudência e diplomacia, mas também que requer a capacidade de respaldá-las quando a prudência e a diplomacia fracassam. Entendiam que o poder requer não apenas ter os meios para se defender, mas também a credibilidade de estar disposto a utilizá-los", disse.
"Esse é o entendimento clássico da política e da arte de governar que a Administração Trump espera recuperar. Recuperá-lo não apenas para nosso país, mas para o conjunto de nossa civilização", afirmou.
"Estamos em um ponto de inflexão. Um ponto de inflexão não apenas na história da minha nação, mas na história de toda a nossa civilização", reiterou. O secretário afirmou ainda que "as ameaças são tão reais" quanto eram no "dramático cenário da Antiguidade".
"Os interesses nacionais não desapareceram diante das instituições internacionais. A guerra não desapareceu simplesmente porque preferíamos a paz. Outros Estados continuaram se armando, buscando influência, competindo por território, tecnologia, recursos, mercados, energia e poder. E agora há guerra novamente. Há novamente competição entre grandes potências. Há outra vez vulnerabilidade, agressão, terrorismo, todo um universo de novas ameaças e ataques", argumentou.
"Devemos reconstruir nossas instituições e nossas alianças para enfrentar juntos essas ameaças", resumiu Rubio.

