Outro país do Oriente Médio avalia intervir no conflito do Iêmen

"Ainda não foi tomada nenhuma decisão definitiva, mas, segundo várias fontes, a ideia está sendo discutida", informou o portal Asharq Bloomberg.

A Síria pode entrar na guerra no Iêmen, informou nesta quarta-feira (7) no X a chefe da delegação em Washington da plataforma de notícias Asharq Bloomberg, Hiba Nasr.

"Ainda não foi tomada nenhuma decisão definitiva, mas, segundo várias fontes, a ideia está sendo discutida", disse ela.

O presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, visitou nesta terça-feira (6) a Arábia Saudita, onde se encontrou com o príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman. Eles abordaram as relações bilaterais, a colaboração mútua e os últimos acontecimentos no Oriente Médio, segundo informou a Agência de Imprensa Saudita. Já a agência síria SANA também informou que foram discutidas áreas de interesse comum para "contribuir para a segurança e a estabilidade na região".

Principal parceiro

Damasco e Riad estreitaram suas relações — restabelecidas em 2023 — desde a queda do governo de Bashar al-Assad em dezembro de 2024 após anos de apoio saudita à oposição, aponta a agência síria Enab Baladi. Além disso, a Arábia Saudita foi o primeiro país que Al-Sharaa visitou após assumir o cargo, encontrando-se com Mohammed bin Salman em fevereiro de 2025.

Pouco depois, as partes firmaram uma cooperação nas esferas econômica, financeira e política abrangendo acordos comerciais e memorandos de entendimento em diversos setores, como infraestrutura, comunicações e serviços, além de um projeto na área de telecomunicações estimado em cerca de 1 bilhão de dólares.

Durante o fórum Iniciativa de Investimento Futuro, realizado em Riad em outubro de 2025, Al-Sharaa afirmou que as relações com a Arábia Saudita fazem parte de um "passo estratégico" rumo à reintegração da Síria em seu entorno árabe e internacional. Segundo ele, Damasco é um "pilar fundamental" da estabilidade no Oriente Médio.