
Apoiado por Arábia Saudita, governo do Iêmen anuncia operação para 'libertar' país dos Houthis

O presidente iemenita, Rashad al-Alimi, anunciou neste domingo (4) o início de operações militares para recuperar o território do país controlado pelos rebeldes Houthis.
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"Instruímos as Forças Armadas, as forças de segurança e todas as formações militares a começar a cumprir as tarefas que lhes foram atribuídas conforme um plano aprovado, até que o país seja libertado dos Houthis", declarou ele em pronunciamento televisionado.
Segundo Al-Alimi, que é apoiado pela monarquia saudita, com essa operação, a autoridade do Estado e de suas instituições será restaurada em todo o território nacional.

Ele declarou ainda que todas as instituições estatais serão colocadas em alerta máximo "até que a missão seja concluída e a vitória alcançada".
Enquanto isso, continua a escalada no conflito entre os Houthis e a Arábia Saudita, iniciada em julho, o que significou, na prática, o fim da frágil trégua que havia congelado as linhas de frente no Iêmen desde 2022.
Os Houthis aumentaram os ataques retaliatórios contra alvos estratégicos na Arábia Saudita.
- Os rebeldes Houthis do Iêmen tomaram a capital, Sanaa, em 2014, no contexto da guerra civil iemenita, e assumiram o controle de parte do país, forçando a renúncia do governo e do então presidente, Abd Rabbuh Mansur al-Hadi, que fugiu para Aden e solicitou ajuda aos países árabes.
- Assim, o conflito interno, que já se arrastava há anos entre os Houthis e o governo, transformou-se em uma guerra regional com intervenção externa.
- Em 2015, uma coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita e apoiada pelos Estados Unidos interveio no conflito, submetendo a população iemenita a uma guerra prolongada.
- Em 2022, a coalizão encerrou sua intervenção e teve início o processo de negociações entre as partes.
- Atualmente, os Houthis controlam Sanaa e o noroeste do Iêmen, incluindo a costa do Mar Vermelho — áreas onde vive a maior parte da população. Por sua vez, o governo, agora liderado por Rashad al-Alimi, tem sua sede em Aden.
