O candidato à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta terça-feira (6) que, em meio ao avanço da direita no Congresso, pretende mobilizar seus aliados no Legislativo e alterar a Constituição para, segundo ele, "redemocratizar” o Brasil.
"Com a maioria no Senado, para fazer o presidente do Senado. Com a maioria na Câmara para fazer o presidente da Câmara. Para a gente mudar a Constituição. Para a gente redemocratizar este país, para as instituições voltarem a respeitar a constituição", declarou, durante evento em Goiânia (GO).
Flávio, no entanto, não especificou quais trechos da Carta Magna pretende modificar.
Nesta terça-feira (6), o candidato recebeu o apoio de o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e do governador eleito do estado, Daniel Vilela, para o segundo turno. Caiado obteve 2,18% dos votos válidos no primeiro turno das eleições, terminando em 5º lugar na disputa presidencial.
A Constituição brasileira pode ser alterada por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), cuja aprovação requer três quintos dos votos tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado, em votação de dois turnos em cada casa. Algumas disposições, conhecidas como cláusulas pétreas, não podem ser revogadas por meio desse mecanismo.
Flávio ficou em primeiro lugar na votação do último domingo, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% obtidos pelo atual presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença entre os dois foi de cerca de 2,3 milhões de votos.