
'Você foi eleito, acabou', diz Caiado ao declarar apoio a Flávio

O ex-governador de Goiás e candidato derrotado no primeiro turno, Ronaldo Caiado (PSD), declarou nesta terça-feira (6) apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial. O anúncio ocorreu durante evento em Goiânia com o candidato e a presença de nomes como o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Caiado afirmou que Flávio poderá contar com "todo nosso apoio" e defendeu uma agenda de "equilíbrio fiscal". Ao mencionar o senador Rogério Marinho (PL), também presente no ato, disse que ele seria um dos nomes mais preparados para assumir a Presidência do Senado e promover "uma limpeza daqueles que acham que podem extrapolar sua prerrogativa no Supremo Tribunal Federal".

O ex-governador também fez referência à própria candidatura e à decisão de apoiar Flávio. "Eu queria ser presidente. Mas você foi eleito. Acabou", afirmou Caiado.
Flávio agradeceu o apoio e disse que a aproximação com Caiado vai além da política. "Esse apoio que estou recebendo do Caiado, que é muito importante, mais que política, é sentimental", declarou.
Direita reunida
O candidato do PL afirmou ainda que há convergência entre os programas dos dois grupos. "Ele sabe que concordamos em 115% do que está aqui", disse. Flávio também afirmou que pretende se inspirar nas políticas de segurança pública de Goiás e São Paulo e prometeu "arregaçar com vagabundo".
Durante o discurso, Flávio declarou que pretende reduzir a idade mínima para obtenção da carteira de motorista para 16 anos e afirmou que pretende "encerrar essa era do Lula daqui 19 dias". "Acabou para o PT e acabou para o Lula", disse.
O candidato também defendeu mudanças na Constituição a partir de uma composição do Congresso que classificou como "muito mais à direita". Ao abordar a segurança pública, afirmou: "O que está entre o que temos hoje, e o Brasil virou uma barbárie, chama Flávio Bolsonaro na Presidência".
Flávio ainda mencionou Jair Bolsonaro, que está preso por tentativa de golpe de Estado, e afirmou que o pai é "um dos maiores injustiçados desse país". Segundo ele, não consegue visitá-lo "há quase 90 dias por uma decisão de um ministro do Supremo".
Caiado terminou o primeiro turno em quinto lugar, com 2,18% dos votos válidos, ou cerca de 2,6 milhões de votos. O apoio a Flávio ocorre de forma individual, já que o PSD liberou seus integrantes para escolherem seus posicionamentos.

