Rússia põe em operação gigantesca fábrica de baterias com centenas de robôs

Unidade tem automação de até 95% e capacidade para produzir até 50 mil baterias para veículos por ano.

A divisão de combustível da estatal russa Rosatom colocou em operação, nesta terça-feira (6), uma gigafábrica de baterias de íons de lítio na região de Moscou. A unidade conta com mais de 450 robôs e nível de automação de até 95%.

Com mais de 1.400 equipamentos instalados, a fábrica tem capacidade de produção de 4 GWh por ano. Essa estrutura permite fabricar anualmente até 18 milhões de células de bateria e 50 mil baterias para veículos.

A unidade reúne preparação de materiais, produção de células e montagem de baterias conforme as necessidades de cada cliente. Segundo o diretor-geral da Rosatom, Alexey Likhachev, concentrar os processos no mesmo local gera economia e aumenta a eficiência do projeto.

Um contrato entre a operadora de transporte Mosgortrans e a divisão de combustível da Rosatom prevê que Moscou compre baterias durante seis anos. Elas serão destinadas a ônibus, carros e embarcações elétricas.

Durante os testes das linhas de produção, a fábrica produziu cerca de 20 baterias para o carro elétrico Atom, aproximadamente 600 módulos de bateria e mais de 40 mil células.

A unidade é a segunda gigafábrica da Rosatom. A primeira, com a mesma capacidade anual, entrou em operação experimental na região de Kaliningrado no fim de 2025. Ambas abrangem as principais etapas de fabricação das baterias.

Novas tecnologias

A Rosatom planeja criar, ao lado da fábrica, um centro para desenvolver novas tecnologias de baterias, incluindo as de sódio. Até o fim de 2027, também prevê instalar no complexo um centro de testes e certificação para que fabricantes russos não precisem realizar esses procedimentos no exterior.

Outro plano é reutilizar baterias que conservem as características necessárias após o uso em veículos, antes de encaminhá-las à reciclagem. Lítio, níquel e cobalto recuperados deverão retornar à cadeia de produção.