Presidente de Cuba relembra ataque terrorista à companhia aérea nacional que matou 73 pessoas

"Os mentores do atentado viveram por muito tempo como hóspedes impunes dos Estados Unidos, país que historicamente patrocinou o terrorismo contra Cuba", lamentou Díaz-Canel.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, lembrou nesta terça-feira (6) o 50º aniversário do atentado terrorista contra um voo comercial da Cubana de Aviación, que vitimou 73 pessoas na tarde de 6 de outubro de 1976.

"Eles voltaram para casa transbordando de medalhas e alegria por terem conquistado tudo nos campeonatos de esgrima da América Central [e do Caribe]", lembrou no X, referindo-se à equipe, que era composta principalmente por jovens atletas.

O avião, com 48 passageiros e 25 tripulantes, fazia o voo de Georgetown, Guiana, para Havana, Cuba.

Cinquenta e sete cubanos, onze guianenses e funcionários do governo de Pyongyang morreram no ataque.

"Os mentores do atentado viveram por muito tempo como hóspedes impunes dos Estados Unidos, país que historicamente patrocinou o terrorismo contra Cuba", lamentou Díaz-Canel.

O atentado causou enorme comoção, sendo considerado o pior ato terrorista já registrado na região. Mais tarde, veio à tona uma conspiração envolvendo o setor anticubano mais radical, a Agência Central de Inteligência (CIA), e os serviços de inteligência venezuelanos.