'Arrogante, prepotente, intervencionista': o presidente cubano critica discurso de Trump na ONU

Miguel Díaz-Canel afirmou ainda que as declarações de Trump revelam "mais uma vez o desprezo que sente pelos povos da América Latina e do Caribe, particularmente por Cuba e pela Revolução Cubana".

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, condenou na quarta-feira (23) as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em discurso na Assembleia Geral da ONU. 

"Ontem, as declarações do presidente dos EUA foram extremamente arrogantes, prepotentes e intervencionistas, reforçando ainda mais o pensamento genocida, criminoso e desdenhoso que existe em relação a Cuba e ao povo cubano", declarou Díaz-Canel no programa "Opinião Compartilhada".

Segundo o presidente cubano, Trump tenta evitar a responsabilidade pelos efeitos do bloqueio econômico dos EUA contra a ilha, que, em sua avaliação, foi intensificado e prolongado. Díaz-Canel também criticou a caracterização de Cuba como um Estado falido feita pelo governo americano.

O líder cubano afirmou ainda que as declarações de Trump revelam "mais uma vez o desprezo que sente pelos povos da América Latina e do Caribe, particularmente por Cuba e pela Revolução Cubana".

Em resposta às críticas de Washington, Díaz-Canel defendeu a Revolução Cubana e afirmou que o país não abrirá mão de sua independência. "A liberdade chegou a Cuba em 1º de janeiro de 1959 com aquela Revolução e não vamos perder essa liberdade, vamos defendê-la", declarou, em uma mensagem dirigida ao governo dos EUA.

As declarações de Díaz-Canel ocorrem depois que Trump classificou o governo cubano como "um Estado falido" que "vai cair", durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU. O presidente norte-americano afirmou que sua administração busca "uma mudança fundamental" em Cuba e reconheceu que exerce pressão para isso — "a maior a que o país já foi submetido".

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