
Eduardo Bolsonaro comenta investigação da PF sobre suposta interferência dos EUA na eleição

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro reagiu à abertura de uma investigação pela Polícia Federal para apurar uma suposta interferência estrangeira nas eleições brasileiras. Em sua avaliação, a medida cria uma "narrativa" que poderia ser usada para abrir caminho à anulação do pleito.
🇧🇷🇺🇸 It’s official: Lula’s Federal Police have now placed the United States under investigation. The narrative is setting the stage so that, in the event of a @FlavioBolsonaro victory, the election can be annulled under the pretext of “foreign interference.” And this is happening even without USAID money pouring into Brazil, without the CIA director and other senior U.S. officials coming to Brazil to pressure Brazilian authorities. In other words, without anything resembling what already happened with the Biden Administration’s support for Lula in 2022.
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) October 4, 2026
"E isso está acontecendo mesmo sem dinheiro da USAID jorrando para o Brasil, sem o diretor da CIA e outros altos funcionários dos EUA virem ao Brasil para pressionar as autoridades brasileiras. Em outras palavras, sem nada que se assemelhe ao que já aconteceu com o apoio do governo Biden a Lula em 2022", comparou, em uma publicação em inglês.
Entenda:
A Polícia Federal (PF) anunciou que vai investigar uma possível interferência externa do governo Donald Trump nas eleições brasileiras. A informação foi confirmada neste domingo (4) pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues.
"Nós recebemos, de fato, uma representação da Advocacia Geral da União sugerindo a apuração de interferência externa na eleição brasileira, o que é crime previsto na legislação eleitoral brasileira. Isso foi analisado pela nossa área técnica ontem, encaminhado para a diretoria de inteligência, que é quem vai conduzir a investigação", afirmou Andrei.

Na sexta-feira (2), a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu a investigação "por considerar grave a informação sobre uma possível interferência estrangeira, inclusive com o poder de revelar uma estrutura de ingerência em assuntos internos do país", informa o Repórter Brasil.
De acordo com a agência, o pedido leva em consideração uma reportagem do jornal britânico The Guardian, segundo a qual o governo de Donald Trump destinou US$ 1 milhão a um projeto chamado "Combate à guerra judicial e à censura no Brasil", voltado ao financiamento de grupos da sociedade civil que, segundo a publicação, atuariam contra excessos judiciais por parte do Supremo Tribunal Federal (STF).
O jornal também destacou que Washington sancionou o ministro Alexandre de Moraes no ano passado, após articulação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro junto à Casa Branca.
