A agenda do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) neste sábado (3), último dia de campanha antes do primeiro turno da eleição, foi marcada por transmissões ao vivo e pelas suas tradicionais motociatas.
Em uma das transmissões, Flávio classificou o pleito deste domingo (4) como "as eleições mais importantes de nossas vidas". Segundo o candidato, o Partido dos Trabalhadores (PT) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva representam uma "ameaça" à democracia.
"Esse é o PT, que joga um vale-tudo, que usa a Polícia Federal para perseguir adversários, que usa os ministros que ele tem dentro do Supremo Tribunal Federal e dentro do TSE para tentar interferir nas eleições", afirmou. Como exemplo dessa suposta "ameaça", Flávio citou decisões judiciais de última hora que levaram ao cancelamento do debate da TV Globo.
O senador também defendeu o fim da reeleição e afirmou que só precisa "de um mandato para fazer o que tem que ser feito". "O centro do meu governo vai ser o cidadão, você, o brasileiro. E eu tenho muita convicção que a gente pode fazer um governo super moderno, podemos fazer um governo com os melhores ministros da história desse país", sustentou durante a live.
"Não vai ter segundo turno"
Pela manhã, o candidato percorreu durante cerca de duas horas as cidades de Santa Bárbara d'Oeste (SP) e Americana (SP), onde dividiu o palanque com aliados regionais, como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e os candidatos ao Senado por São Paulo Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).
Questionado por jornalistas sobre eventuais articulações para um segundo turno, Flávio foi enfático: "não, eu estou pensando em marcar para semana que vem reuniões já para tratar do nosso governo, porque, se pesquisar, não vai ter segundo turno", afirmou, segundo o portal Poder360.
Durante a tarde, Flávio participou de uma carreata e motociata no Rio de Janeiro, com concentração em Campo Grande e chegada na Praça da Fé, em Bangu. O candidato esteve acompanhado de aliados, entre eles Douglas Ruas (PL), candidato ao governo do estado, e Carlos Jordy (PL), candidato ao Senado.