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'Quando não tiver mais voz, falarei pela voz de vocês': Lula fecha campanha do 1º turno na Paulista

Na avaliação do presidente, a eleição de domingo é uma escolha entre "democracia e soberania" ou "barbárie e corrupção".
'Quando não tiver mais voz, falarei pela voz de vocês': Lula fecha campanha do 1º turno na PaulistaRicardo Stuckert - Presidência da República

Em seu último ato de campanha antes do primeiro turno, neste sábado (3), na Avenida Paulista,Luiz Inácio Lula da Silva transformou uma reflexão sobre a passagem do tempo em um apelo à continuidade de sua luta política.

Aos apoiadores presentes, o presidente afirmou que envelhecer não é uma consequência inevitável, mas sim causada por "falta de motivação, falta de causa". A dele, disse, é "o povo brasileiro", além da educação e da soberania do país.

"Portanto, enquanto o Lulinha tiver perna, eu vou andar pelas minhas pernas. Mas quando eu não tiver mais, eu vou andar com a perna de vocês. E enquanto eu puder falar, eu vou falar. Mas quando eu não tiver mais voz, eu falarei pela voz de vocês. Eu vou pensar pela minha cabeça. Mas quando a minha cabeça não pensar mais, eu pensarei pela cabeça de vocês. Eu vou lutar com as minhas forças. Quando eu não tiver mais forças, eu lutarei pela força de vocês. E é o povo brasileiro que vai derrotar a extrema-direita, os fascistas e os negacionistas", afirmou na ocasião.

Na avaliação de Lula, o que estará em jogo nas urnas neste domingo (4) é a escolha entre dois caminhos que ele apresentou como opostos: "de um lado, a democracia e a soberania; do outro, a barbárie e a corrupção". 

Bets e endividamento

Durante o discurso, o chefe de Estado abordou temas recorrentes ao longo da campanha, como a proibição das plataformas de aposta e o endividamento público.

Lula defendeu maior controle na oferta de cartões de crédito e afirmou que os bancos não deveriam enviar cartões a clientes que não os tenham solicitado. Como exemplo, citou o caso de um jovem autista que, segundo relatou, recebeu quatro cartões sem pedir e gastou R$ 80 mil sem que o pai soubesse que ele tinha acesso ao crédito. 

O presidente criticou os juros cobrados no cartão de crédito e disse que, em um eventual quarto mandato, pretende "moralizar essa coisa do crédito no Brasil". "Se o sistema financeiro quer ganhar dinheiro, ganhe dinheiro investido na produção, não extorquindo o povo brasileiro com taxas de juros impagáveis", pontuou.