
'Quando não tiver mais voz, falarei pela voz de vocês': Lula fecha campanha do 1º turno na Paulista

Em seu último ato de campanha antes do primeiro turno, neste sábado (3), na Avenida Paulista,Luiz Inácio Lula da Silva transformou uma reflexão sobre a passagem do tempo em um apelo à continuidade de sua luta política.
🇧🇷🗳 "Quando não tiver mais voz, falarei pela voz de vocês": Lula fecha campanha do 1º turno com discurso na Paulista
— RT Brasil (@rtnoticias_br) October 3, 2026
Na avaliação do presidente, a eleição de domingo é uma escolha entre "democracia e soberania" ou "barbárie e corrupção". pic.twitter.com/AecehkyrHo
Aos apoiadores presentes, o presidente afirmou que envelhecer não é uma consequência inevitável, mas sim causada por "falta de motivação, falta de causa". A dele, disse, é "o povo brasileiro", além da educação e da soberania do país.
"Portanto, enquanto o Lulinha tiver perna, eu vou andar pelas minhas pernas. Mas quando eu não tiver mais, eu vou andar com a perna de vocês. E enquanto eu puder falar, eu vou falar. Mas quando eu não tiver mais voz, eu falarei pela voz de vocês. Eu vou pensar pela minha cabeça. Mas quando a minha cabeça não pensar mais, eu pensarei pela cabeça de vocês. Eu vou lutar com as minhas forças. Quando eu não tiver mais forças, eu lutarei pela força de vocês. E é o povo brasileiro que vai derrotar a extrema-direita, os fascistas e os negacionistas", afirmou na ocasião.
Na avaliação de Lula, o que estará em jogo nas urnas neste domingo (4) é a escolha entre dois caminhos que ele apresentou como opostos: "de um lado, a democracia e a soberania; do outro, a barbárie e a corrupção".
Bets e endividamento
Durante o discurso, o chefe de Estado abordou temas recorrentes ao longo da campanha, como a proibição das plataformas de aposta e o endividamento público.

Lula defendeu maior controle na oferta de cartões de crédito e afirmou que os bancos não deveriam enviar cartões a clientes que não os tenham solicitado. Como exemplo, citou o caso de um jovem autista que, segundo relatou, recebeu quatro cartões sem pedir e gastou R$ 80 mil sem que o pai soubesse que ele tinha acesso ao crédito.
O presidente criticou os juros cobrados no cartão de crédito e disse que, em um eventual quarto mandato, pretende "moralizar essa coisa do crédito no Brasil". "Se o sistema financeiro quer ganhar dinheiro, ganhe dinheiro investido na produção, não extorquindo o povo brasileiro com taxas de juros impagáveis", pontuou.
