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'Se desse para roubar na urna, eu não teria sido presidente', diz Lula

O presidente defendeu a integridade das urnas eletrônicas e afirmou que o país está preparado para enfrentar qualquer tentativa de ingerência em seu processo democrático, destacando que a soberania nacional deve ser respeitada.
'Se desse para roubar na urna, eu não teria sido presidente', diz LulaGettyimages.ru / Allison Sales/NurPhoto

Em entrevista ao canal Meteoro, divulgada nesta quarta-feira (5), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom contra tentativas de interferência externa no sistema eleitoral do Brasil.

"Se desse pra roubar [na urna], eu não teria sido presidente", declarou Lula

O presidente defendeu a integridade das urnas eletrônicas e afirmou que "o Brasil não só está preparado, como vai enfrentar qualquer pessoa de fora que queira interferir no nosso processo eleitoral". Lula também ressaltou que "quem manda no nosso país é o povo brasileiro e quem governa esse país sou eu".

Impasse diplomático com os EUA

Lula também comentou sobre o impasse diplomático com o governo de Donald Trump. Segundo o presidente, ele chegou a encaminhar um pedido formal para que os Estados Unidos revogassem a proibição de entrada de 11 autoridades brasileiras no país, mas a solicitação foi ignorada pelo governo americano.

O presidente também criticou a intenção de jovens enviados pelos EUA para fiscalizar as urnas brasileiras, classificando a medida como uma tentativa de intromissão. Nesse sentido, ele endossou a decisão do Itamaraty de negar vistos a esses indivíduos.

A relação bilateral também foi alvo de críticas. Lula apontou uma postura de desrespeito por parte de Washington, mencionando a demora no envio de um embaixador e a retirada do visto de uma diplomata brasileira. Como resposta, o presidente anunciou que, até o período eleitoral, não receberá embaixadores de nenhuma nação, reforçando a mensagem de que o Brasil conduzirá seus processos conforme o próprio cronograma e interesses nacionais.