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Trump, após Christa Pike sobreviver às injeções letais: 'enviem um pelotão de fuzilamento'

O presidente dos EUA falou sobre a tentativa frustrada de execução da mulher condenada à morte no estado do Tennessee.
Trump, após Christa Pike sobreviver às injeções letais: 'enviem um pelotão de fuzilamento'Gettyimages.ru / Kevin Dietsch

O presidente dos EUA, Donald Trump, reagiu nesta quinta-feira (1º) à tentativa fracassada de execução de Christa Pike, questionando o procedimento usado pelas autoridades do Tennessee.

"Essa foi uma execução em que a droga não funcionou. Não deveria ser tão difícil!", declarou o presidente, exigindo que o processo seja "muito mais fácil" e propondo "simplesmente enviar um pelotão de fuzilamento".

Pike, a única mulher no corredor da morte no Tennessee, sobreviveu na quarta-feira (30) após receber duas doses de pentobarbital durante sua execução. Ela ainda estava viva quando foi levada às pressas da prisão para um centro médico.

Os advogados de Pike alegaram que durante o procedimento houve "dificuldade de acesso às veias e ruptura das mesmas", além de apontarem para o possível uso de "pentobarbital vencido". A defesa questionou ainda a "falta de atendimento médico de emergência" disponível em caso de complicações e denunciou o "sigilo" em torno do protocolo de injeção letal.

Após o incidente, o Tennessee suspendeu todas as execuções agendadas para o restante do ano. O caso de Pike também se tornou a segunda tentativa de execução fracassada no estado em 2026, depois que as autoridades suspenderam a execução de Tony Carruthers em 21 de maio devido a dificuldades na instalação dos cateteres intravenosos necessários.

Segundo dados do Centro de Informações sobre a Pena de Morte, estima-se que cerca de 3% das execuções realizadas nos EUA entre 1890 e 2010 não foram bem-sucedidas. A organização considera que esses incidentes ocorrem quando há uma falha ou desvio do protocolo estabelecido para um determinado método de execução.