
Governador do Tennessee mantém execução da 1ª mulher no corredor da morte do estado em 200 anos

O governador do Tennessee, Bill Lee, anunciou na segunda-feira (28) que não vai intervir na execução de Christa Gail Pike, negando o pedido de clemência apresentado pela defesa dela.
Caso ocorra na quarta-feira (30), a execução tornará Pike a primeira mulher executada pelo estado em mais de 200 anos.
Pike, hoje com 50 anos, foi condenada em 1996 por tortura e assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, colega do programa federal de formação profissional Job Corps, morta em 1995 no campus de agricultura da Universidade do Tennessee, em Knoxville.
Pike tinha 18 anos na época do crime — caso executada, será a única pessoa condenada à morte no Tennessee, na era moderna da pena capital, por um crime cometido aos 18, 19 ou 20 anos.

A petição de clemência de 226 páginas argumenta que Pike foi vítima de estupro na infância e sofreu abuso físico e sexual, negligenciado pelo próprio estado apesar de ter conhecimento da situação.
Os advogados também citam evidências de que a mãe de Pike tenha consumido álcool em excesso durante a gravidez, o que teria contribuído para uma lesão no lobo frontal ligada por especialistas ao diagnóstico de transtorno bipolar da condenada, combinada a um quadro não tratado de estresse pós-traumático.
Segundo a defesa, isso teria deixado Pike incapaz de conter o impulso quando um confronto planejado com Slemmer escalou para um assassinato. A Procuradoria-Geral do Tennessee não contestou os relatos de abuso sofridos por Pike durante uma audiência em agosto.
Em nota, o governador afirmou ter feito "consideração deliberada" do pedido de clemência e uma "revisão minuciosa" do caso antes de decidir manter a sentença.
