O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (1º) que a República Islâmica do Irã terá de escolher entre assinar um acordo "muito justo" com Washington ou "deixará de existir".
"Agora eles precisam decidir por um acordo muito justo ou deixarão de existir e não estarão mais aqui", declarou Trump em declarações à imprensa nos jardins da Casa Branca, em Washington, antes de seguir com sua agenda de atividades.
"Os explodimos"
A ameaça de Trump se soma às declarações feitas na quarta-feira (30) sobre as medidas que poderia adotar contra o Irã caso não seja alcançado um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio, iniciado pelo governo norte-americano conjuntamente com Israel em fevereiro.
"Temos que tomar essa decisão. Ou os explodimos ou chegamos a um acordo. O momento está se aproximando. Isso vai terminar muito em breve", afirmou o presidente dos EUA em coletiva de imprensa no Salão Oval da Casa Branca.
"Muito em breve vocês verão coisas acontecerem"
Além disso, durante um evento pelo Mês da Herança Hispânica, Donald Trump afirmou aos presentes que "muito em breve vocês verão coisas acontecerem" no Irã. Ele também reiterou a afirmação de que Washington tem "praticamente o controle total" do Estreito de Ormuz.
Na quarta-feira (30), Trump já havia insistido na mesma ideia. "Nos últimos dias, retiramos mais petróleo do estreito de Ormuz do que em qualquer outro momento da história, inclusive muito antes de termos a guerra para deter a arma nuclear", declarou à imprensa.
Anteriormente, Trump reiterou que os EUA vencerão "muito em breve" o conflito com o Irã. "Vamos ganhar essa guerra muito em breve. Isso vai acabar", afirmou, antes de insistir que Teerã "nunca" terá uma arma nuclear.
"Os americanos podem sonhar"
As declarações de Trump contrastam com as advertências feitas por Teerã. No sábado (26), o porta-voz do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas, Abolfazl Shekarchi, afirmou que os EUA "nunca" poderão interferir na administração do Estreito de Ormuz e advertiu que Washington "receberá um duro golpe" se tentar fazê-lo.
"Os americanos podem sonhar em intervir no estreito de Ormuz, mas nunca poderão interferir na administração" dessa via marítima, afirmou Shekarchi. O porta-voz militar acrescentou que os EUA "não têm outra saída a não ser abandonar" a Ásia Ocidental e disse que, quanto antes retirarem sua presença da região, "menos danos" sofrerão.
Na terça-feira (29), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, informou que Teerã transmitiu aos EUA suas condições para a reabertura do Estreito de Ormuz.
"Mantivemos conversas com mediadores catarianos sobre propostas que deveriam ser transmitidas ao lado norte-americano e agora estamos à espera da resposta definitiva de Washington", afirmou o chanceler.