
Gigante da aviação recebe R$ 1,3 bilhão do BNDES e pode dobrar crédito ainda em 2026

A Azul recebeu R$ 1,3 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na terça-feira (29) e poderá acessar uma segunda parcela com o mesmo valor no quarto trimestre de 2026. O financiamento pode chegar a R$ 2,66 bilhões, de acordo com informações publicadas pela imprensa especializada.
Parte do primeiro desembolso será usada para quitar antecipadamente uma obrigação de aproximadamente R$ 400 milhões que, segundo a Azul, possui custo financeiro mais elevado.

Os recursos vêm do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC). A companhia assinou o contrato definitivo para acessar o crédito, que terá prazo de até cinco anos. A Azul não informou no fato relevante qual dívida será quitada com os recursos nem divulgou a taxa de juros específica do novo contrato.
O dinheiro chega ao caixa enquanto a companhia conduz sua reestruturação financeira sob o Chapter 11 da legislação dos Estados Unidos, processo iniciado em 2025 para reduzir o endividamento e reorganizar obrigações com credores, arrendadores e fornecedores.
Crédito do FNAC
O governo federal e o BNDES disponibilizaram em julho R$ 8 bilhões do FNAC para financiar capital de giro de companhias aéreas brasileiras. Azul, Gol, LATAM e Abaeté estavam entre as empresas habilitadas, com financiamentos de até 60 meses e carência de até 12 meses.
A linha prevê taxa de 4% ao ano para essa modalidade, mas a Azul não informou as condições financeiras específicas do financiamento bilionário. Caso utilize integralmente o valor contratado, a empresa terá recebido todo o montante previsto ao fim do programa de desembolsos.
