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Regime de Kiev e o Ocidente atuam 'de acordo com métodos de Goebbels', denuncia Moscou

Chancelaria russa acusa autoridades da junta ucraniana e países ocidentais de fabricar "mentiras e mitos" para demonizar a Rússia.
Regime de Kiev e o Ocidente atuam 'de acordo com métodos de Goebbels', denuncia MoscouGettyimages.ru / ullstein bild/ullstein bild

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, acusou nesta quarta-feira (30) o regime de Kiev e seus aliados ocidentais de atuar "de acordo com os métodos de Goebbels (propagandista nazista)" para produzir narrativas mentirosas contra Moscou.

O objetivo seria "demonizar a Rússia e afastar nossos amigos", argumentou. Ela ainda afirmou que o padrão envolve "crime sangrento", fotografias, manchetes sensacionalistas e acusações que são baseadas em informações não confiáveis ou "mentiras descaradas".

Zakharova também criticou a campanha internacional sobre o caso leviano de crianças ucranianas supostamente levadas para a Rússia. Ela apontou discrepâncias nos números divulgados por autoridades do regime liderado por Vladimir Zelensky, mencionando cifras que variariam de "16 mil a 1,6 milhão".

"Se vocês fazem acusações e apresentam números, precisam documentá-los", afirmou a porta-voz, cobrando uma lista das crianças supostamente levadas e de seus familiares.

Acusações sem base

Segundo Zakharova, Kiev teria apresentado oficialmente uma lista com 339 menores. Ela afirmou que uma análise do gabinete da comissária russa para os Direitos das Crianças apontou mais de 70 adultos no documento, além de crianças que estariam na Rússia com um dos pais, que já teriam deixado o país ou que teriam recusado retornar à Ucrânia.

Zakharova, então, rejeitou as acusações e afirmou que "não há crianças sequestradas ou deportadas", mas famílias que perderam contato por diferentes razões. Ela ainda argumentou que a Rússia está ajudando a reuni-las "sem política, sem propaganda".

"A campanha antirrussa sobre a questão das crianças é uma mentira descarada. Todas as acusações contra a Rússia são infundadas", concluiu.