
Netanyahu se pronuncia após emergência em voo da Flydubai

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, comentou nesta quarta-feira (30) o incidente em um voo de Dubai para Tel Aviv, que foi desviado para a Arábia Saudita após um alerta de emergência.
Netanyahu afirmou que, durante o voo, quando a aeronave se aproximava do país judeu, "um dos pilotos esfaqueou o outro piloto e aparentemente tentou derrubar o avião com todos os ocupantes dentro".
Ele também descreveu o incidente como "extremamente grave" e afirmou ter conversado com um dos passageiros israelenses, que lhe contou que o avião "entrou no espaço aéreo e começou a despencar".
Segundo ele, um passageiro conseguiu entrar na cabine de comando junto com um membro da tripulação e, juntos, imobilizaram o copiloto agressivo enquanto ele tentava danificar os sistemas da aeronave.
"Outro membro da tripulação que estava a bordo entrou na cabine de comando e conseguiu estabilizar a aeronave", acrescentou.

Netanyahu expressou sua gratidão àqueles que agiram para controlar a situação. "Elogio esses heróis, que demonstraram engenhosidade e coragem extraordinária", afirmou, enfatizando que "salvaram muitas vidas e evitaram uma grave catástrofe". Ele também indicou que o piloto responsável pelo ataque foi detido e está sendo interrogado pelas autoridades sauditas após a aeronave ter pousado em um aeroporto do reino.
O primeiro-ministro acrescentou que Israel mantém "contato próximo com as autoridades competentes para garantir a segurança contínua dos passageiros e seu retorno seguro ao país" e indicou que instruiu as forças de segurança a se prepararem para possíveis ameaças adicionais, enquanto avaliações contínuas da situação estão sendo realizadas.

O que aconteceu?
Uma briga a bordo entre os pilotos do voo FZ1073 da Flydubai, que fazia a rota entre Dubai e Tel Aviv nesta quarta-feira (30), gerou receio de um possível sequestro após a ativação breve do código de emergência 7500, utilizado internacionalmente para indicar um possível sequestro de aeronave.
A aeronave, com 174 passageiros a bordo — incluindo 27 menores —, transmitiu o sinal de emergência cerca de 90 minutos após a decolagem, quando já havia entrado no espaço aéreo da Jordânia. Foi então que a aeronave fez uma curva e seguiu em direção à Arábia Saudita, onde começou a perder altitude.
Segundo informações preliminares, o segundo piloto percebeu a intenção, avançou sobre o colega de cabine e travou uma luta física intensa pelo controle do manche e dos comandos de direção.
Veículos de comunicação divulgaram imagens dos momentos de terror vividos a bordo do voo, onde, segundo testemunhas, os próprios passageiros tiveram que intervir. A luta violenta nas alturas ficou evidente em fotografias que mostram um dos passageiros com a camisa encharcada de sangue, enquanto em uma gravação se ouvem gritos de terror.

