O Departamento do Tesouro dos EUA divulgou nesta terça-feira (29) as novas sanções contra Cuba, em uma tentativa de aumentar ainda mais a pressão econômica sobre a ilha.
De acordo com o documento, os bancos norte-americanos não têm mais permissão para abrir ou manter contas para cidadãos cubanos que sejam "empreendedores do setor privado independente" e não podem realizar as transações de trânsito por meio das quais os bancos podiam processar operações relacionadas a Cuba que "se originavam e terminavam fora dos EUA". Também foram proibidas transações financeiras com entidades cubanas ligadas a órgãos de segurança.
As restrições também foram endurecidas no setor de viagens. Norte-americanos foram proibidos de viajar para Cuba para participar de reuniões profissionais e atividades acadêmicas. No entanto, a proibição não incluiu as viagens educacionais organizadas por instituições credenciadas, que haviam sido autorizadas anteriormente pelo ex-presidente norte-americano Barack Obama.
Cerco dos EUA contra Cuba
- Em 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declara uma "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo a Casa Branca, Cuba representaria para a segurança do país norte-americano e da região. O texto acusa o governo cubano de se alinhar a "países hostis", de abrigar "grupos terroristas transnacionais" e de permitir o emprego, na ilha, de "sofisticadas capacidades militares e de inteligência" da Rússia e da China.
- Com base nessas alegações, foi anunciada a imposição de tarifas aos países que vendem petróleo à nação caribenha, além de ameaças de represálias contra aqueles que agirem em desacordo com a ordem executiva da Casa Branca.
- A medida ocorre em meio a uma escalada entre Washington e Havana, que tem rejeitado sistematicamente essas alegações e advertido que defenderá sua integridade territorial. O presidente de Cuba respondeu que "esta nova medida evidencia a natureza fascista, criminosa e genocida de uma quadrilha que sequestrou os interesses do povo norte-americano para fins puramente pessoais".
- Em 7 de março, Trump anunciou que "uma grande mudança chegará em breve a Cuba", que, segundo acrescentou, está chegando "ao fim do caminho".
- No dia 25 de setembro, aCBS News noticiou que o Exército dos EUA está se preparando para uma possível ação militar contra Cuba.
- No dia seguinte, Trump descartou a possibilidade de uma operação militar, afirmando que só quer "abrir" a ilha para seu povo.