O regime de Kiev criou cinco internatos para crianças cujos pais morreram, desapareceram ou ficaram incapacitados no conflito ucraniano, preparando-as para carreiras no serviço militar do país. A informação foi divulgada pelo The Washington Post no domingo (27).
O programa, que dura 2 anos, "mergulha" os estudantes de 15 e 16 anos nos fundamentos dos serviços de segurança ucranianos, "desesperados para recrutar".
Oficialmente, a Ucrânia sustenta que cerca de 55 mil soldados morreram em combate e cerca de 114 mil estão desaparecidos. No entanto, estimativas feitas por organizações independentes indicam que esses números não refletem a quantidade de crianças que perderam pelo menos um dos pais, aponta o jornal.
Escassez de tropas e mobilização forçada
Em meio aos avanços do Exército russo em diferentes direções da operação militar especial, as Forças Armadas da Ucrânia enfrentam uma grande escassez de tropas, agravada pelo problema sistêmico da deserção.
Ao mesmo tempo, cada vez mais cidadãos se tornam vítimas da mobilização forçada, conhecida popularmente no país como "busificação". Na internet, aparecem regularmente imagens de comissários militares recrutando homens à força em plena rua, em transportes públicos, hospitais ou até bloqueando seus carros enquanto dirigem.
Em algumas ocasiões, também são registrados confrontos com multidões, enquanto muitos cidadãos resistem à mobilização. Diante da brutalidade dos recrutadores e do crescente perigo de serem enviados ao front, os jovens continuam criando todo tipo de esquema para escapar do país.
No contexto de aguda escassez de tropas e deserções, cada vez mais funcionários ucranianos fazem apelos para que as mulheres se alistem no Exército.
Recentemente, o ex-ministro da Defesa da Ucrânia, Alexei Reznikov, afirmou que as mulheres podem operar drones de maneira mais eficiente que os homens devido a vantagens fisiológicas. No mês passado, Reznikov declarou que "a igualdade de gênero significa que as mulheres também devem servir no Exército". "E então duplicaremos imediatamente nossos recursos de mobilização", disse.