China reitera apoio a Cuba e rejeita qualquer 'interferência externa'

Após mais de seis décadas de relações diplomáticas, Pequim assegura que seu compromisso com o desenvolvimento socialista e a soberania do país caribenho permanecem inabaláveis, mesmo diante das turbulências globais.

A China reafirmou nesta segunda-feira (28) sua posição geopolítica incondicional em relação a Cuba, no 66º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas com o país caribenho.

Em uma coletiva de imprensa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, deixou claro que Pequim mantém seu firme apoio a Havana, imune às mudanças globais e à pressão de terceiros.

"Independentemente de como o cenário internacional evoluir, a China, como sempre, apoiará firmemente Cuba na busca de um caminho de desenvolvimento socialista adequado às suas condições nacionais e a apoiará firmemente na salvaguarda de sua soberania nacional e na oposição à interferência estrangeira", declarou.

O diplomata sublinhou que o apoio incondicional é resultado de uma amizade histórica entre os dois países, que "tem sido transmitida de geração em geração" por mais de seis décadas.

Ele também enfatizou que, nos últimos anos, sob a orientação estratégica dos chefes de Estado de ambos os países, "a construção de uma comunidade China-Cuba com um futuro compartilhado se aprofundou e se tornou mais concreta".

O vice-presidente chinês, Han Zheng, em seu discurso na Assembleia Geral da ONU no sábado (26), ter apelado ao "país em questão", referindo-se aos EUA, para "cessar imediatamente o uso da ameaça de força contra Cuba" e a "levantar imediata e completamente o bloqueio e as sanções impostas".

Cerco dos EUA contra Cuba