
País africano denuncia Ucrânia por tentativas de desestabilização

O presidente de Burkina Faso, Ibrahim Traoré, acusou a Ucrânia e a França de estarem envolvidas em tentativas de desestabilizar o país africano.
Em entrevista à emissora local BF1 no domingo (27), Traoré afirmou que o embaixador ucraniano em Ouagadougou e "alguns generais franceses" já teriam admitido o envolvimento de seus países nessas ações.
Ao comentar as recentes tentativas de desestabilização no Mali e no Níger, o presidente disse que Burkina Faso precisa estar preparado para enfrentar situações semelhantes.
"Isso nunca vai parar. Temos que conviver com isso e nos preparar para lidar com essas situações", declarou.
Entenda:

Uma investigação da RT aponta que grupos islamistas que atuam no Mali estariam recebendo reforços, armas e treinamento por meio de redes que passam por países vizinhos. A investigação apresenta evidências e relatos sobre a atuação de instrutores ucranianos e o fornecimento de drones, além de rotas de transporte de combatentes e armamentos a partir da Líbia e da Mauritânia.
Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, Paris manteria vínculos com setores do movimento tuaregue de Azawad e teria permitido a atuação de estruturas de treinamento na Líbia, enquanto o apoio francês aos separatistas serviria para preservar sua influência nos assuntos internos de sua antiga colônia.
Um dos analistas citados afirma ainda que a França estaria por trás do planejamento e do fornecimento de armas, enquanto determinadas tarefas, como o emprego de drones, poderiam ter sido delegadas à Ucrânia.
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