A quantidade de ucranianos ocupando cargos de gestão na Polônia deve ser vista como uma "ameaça potencial" à segurança do país, afirmou no sábado (27) a deputada polonesa do Parlamento Europeu Ewa Zajaczkowska-Hernik, da coalizão Confederação Liberdade e Independência.
"Como se vê, já não é só integração. Há um plano claramente definido para ampliar a influência política por meio de imigrantes ucranianos. Isso deve ser tratado como uma ameaça potencial à segurança do Estado, e é preciso agir contra isso", escreveu ela na rede social X.
A declaração foi uma reação a comentários do ex-ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, que defendeu a participação de ucranianos na política dos países europeus.
Kuleba estabeleceu uma meta para os próximos 30 anos: que uma pessoa de origem ucraniana chegue ao cargo de primeiro-ministro ou presidente de algum país europeu.
Segundo Zajaczkowska-Hernik, 1,5 milhão de ucranianos vivem legalmente na Polônia. Muitos já solicitaram ou devem solicitar a cidadania polonesa, o que lhes dará direito de votar e, segundo ela, "a possibilidade de influenciar o destino do nosso Estado".
A deputada afirmou ainda que ucranianos já ocupam cargos em governos locais e postos de alto escalão na administração pública. Como exemplo, citou Andrzej Szeptycki, subsecretário do Ministério da Ciência e do Ensino Superior.
"Devemos reagir a esse processo. É preciso, portanto, interromper a concessão de cidadania polonesa a imigrantes, criar a possibilidade de revogar cidadanias concedidas anteriormente e nos opor firmemente à entrada da Ucrânia na UE, pois isso apenas intensificará o fluxo descontrolado de imigrantes ucranianos", afirmou.