
Brasil e EUA terminam primeira reunião na OMC sem acordo sobre tarifas

Representantes dos governos Lula e Trump participaram na sexta-feira (25) de uma reunião inicial na Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, na Suíça, para discutir as tarifas de até 37,5% impostas pelos Estados Unidos a exportações brasileiras. Informações foram divulgadas pelo portal Poder360.
As conversas tiveram caráter técnico e terminaram sem desdobramentos, conforme esperado pelo Itamaraty e indicado na reportagem.
O lado brasileiro foi representado pelos diplomatas Philip Fox Gough (secretário para Assuntos Econômicos e Financeiros no Itamaraty) e Maurício Lyrio (secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente no Itamaraty e representante pessoal de Lula nos BRICS), que apresentaram questionamentos sobre as sobretaxas de 25% e 12,5% a representantes do escritório comercial norte-americano.

Durante o encontro, o Brasil apontou três violações às regras da OMC: os EUA cobraram taxas acima do limite que se comprometeram a respeitar, deram tratamento pior ao Brasil que a outros países em situação similar e aplicaram punições unilateralmente, sem julgamento do organismo.
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Os países têm 60 dias para chegar a um acordo; caso contrário, o Brasil pode solicitar abertura de painel, iniciando o julgamento da disputa comercial.
Mesmo que um painel dê razão ao Brasil, o efeito tende a ser mais político que prático, já que o órgão de apelação da OMC está sem juízes desde 2019. O ganho fortaleceria a posição brasileira nas negociações e respaldaria o argumento de violação às regras comerciais globais.
A China tentou participar do processo, mas teve pedido rejeitado pelos EUA.
