Paleontólogos desenterraram um esqueleto quase completo de uma nova espécie de dinossauro do Cretáceo Inferior, que era 1,6 vezes maior que seus parentes e possuía uma mandíbula peculiar, informou o Phys.org na quarta-feira (23).
Os restos mortais foram encontrados na formação geológica de Yixian, no oeste de Liaoning, China. A nova espécie, denominada Kayrasaurus changliensis, pertence a um grupo de dinossauros bípedes com garras enormes e afiadas nos membros anteriores, conhecidos como terizinossauros da biota de Jehol.
O fóssil encontrado pertence a um espécime subadulto, que media aproximadamente 3,6 metros de comprimento da cabeça à cauda e estima-se que pesava entre 117 e 274 quilos.
Seu gênero fazia parte de um grupo de dinossauros terópodes primariamente herbívoros, com pescoços longos, barrigas protuberantes e grandes garras que possivelmente utilizavam para se alimentar.
No entanto, diversas características morfológicas o distinguem de outros terizinossauros primitivos.
"Como o maior terizinossauro conhecido até o momento da biota de Jehol, 'K. changliensis' preenche as lacunas morfológicas entre os táxons descritos anteriormente", afirma o estudo publicado no Journal of Systematic Paleontology.
Estilo de vida
Além de descrever o novo dinossauro, a equipe de pesquisa sugeriu como ele pode ter coexistido com seus vizinhos.
Tanto o Beipiaosaurus inexpectus, espécie que detinha o recorde de maior terizinossauro da biota de Jehol antes da descoberta recente, quanto possivelmente o Kayrasaurus changliensis parecem ter sido mais robustos e menos adaptados para a corrida, com características que sugerem uma mordida mais forte.
Por outro lado, espécies como o Jianchangosaurus e o Lingyuanosaurus teriam sido mais bem adaptadas para a corrida e dependeriam mais dos membros anteriores para se alimentar.
Os autores observam que essas conclusões são preliminares. Sem os membros posteriores do fóssil, seu peso e marcha exatos não podem ser determinados.