
Tucker Carlson alerta para impacto da guerra no setor energético além do Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz pode não ser o principal problema causado pela guerra contra o Irã, segundo o jornalista americano Tucker Carlson. Em um novo vídeo publicado nesta quinta-feira (24), o comentarista chamou atenção para os danos provocados aos complexos de refino de petróleo no Irã e na Rússia e para os possíveis impactos dos ataques sobre o mercado global de energia.
"Às vezes, podemos estar falando das coisas erradas", afirmou Carlson ao questionar o foco dado ao Estreito de Ormuz. Segundo ele, embora a hidrovia seja fundamental para o transporte internacional de petróleo, a interrupção de seu tráfego poderia ser solucionada relativamente rápido. Já a destruição de refinarias e de outras estruturas de processamento de petróleo teria consequências muito mais duradouras.

Por que as refinarias são importantes?
Carlson explicou que o petróleo bruto precisa ser processado para produzir combustíveis e outros derivados essenciais, como gasolina, diesel, querosene de aviação e asfalto. As refinarias também fornecem componentes utilizados na fabricação de fertilizantes, tornando essa infraestrutura fundamental para o funcionamento da economia moderna.
O jornalista destacou que existem cerca de 825 refinarias no mundo para atender uma população de aproximadamente 8,3 bilhões de pessoas. Segundo seus dados, a construção de uma grande refinaria pode custar cerca de US$ 25 bilhões e levar mais de uma década.
Carlson afirmou ainda que sete refinarias na região do Golfo Pérsico foram atingidas, destruídas, danificadas ou temporariamente retiradas de operação durante a guerra.
Impacto sobre a Rússia
O comentarista também chamou atenção para os ataques contra instalações de refino russas. Segundo ele, a Rússia produz e refina cerca de 7% do diesel consumido no mundo.
"Esses são ataques a refinarias, e não apenas no Golfo Pérsico, mas também na Rússia", afirmou Carlson, questionando por que, em sua avaliação, há pouca discussão sobre o fato de instalações de processamento de petróleo estarem sendo atingidas em diferentes regiões.
Para ele, o problema vai além da interrupção temporária do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. A destruição de infraestrutura energética pode reduzir a capacidade de refino e exigir investimentos bilionários e anos de trabalho para ser reconstruída.
Emissões também entram no debate
Carlson também relacionou os ataques à questão das emissões de dióxido de carbono. Segundo ele, a destruição de uma refinaria pode provocar grandes liberações de CO₂ na atmosfera.
O jornalista citou aindao caso do gasoduto Nord Stream, que transportava gás russo para a Europa, e afirmou que sua destruição teria provocado uma das maiores emissões de CO₂ resultantes de uma ação humana de toda a história. A autoria e as circunstâncias da explosão do gasoduto continuam sendo objeto de investigação e disputa política.
Ao final, Carlson voltou a questionar o foco quase exclusivo no Estreito de Ormuz e defendeu que os impactos sobre a infraestrutura de refino e a capacidade global de processamento de petróleo também sejam considerados na avaliação das consequências da guerra.

