Um incêndio ocorreu na noite de 23 de setembro em uma estação terrestre de comunicação via satélite da Starlink, localizada na província de Mazóvia, na Polônia, informou o portal Onet, acrescentando que as autoridades suspeitam de sabotagem.
O ministro de Assuntos Digitais do país, Krzysztof Gawkowski, afirmou que "há muitos indícios de que o incêndio na estação da Starlink em Mazóvia é mais um elemento da guerra híbrida".
Segundo a autoridade, diversos sinais sugerem que se tratou de uma "tentativa de perturbar o funcionamento da estação".
Ele descreveu a instalação afetada como um "centro de internet que também garante a segurança do funcionamento da internet na Ucrânia".
A infraestrutura é gerida pela Exatel, uma operadora de telecomunicações estatal que desempenha um papel fundamental na segurança das comunicações digitais e no tráfego de internet através da Polônia, incluindo o serviço destinado à Ucrânia.
Ele acrescentou que a desativação de tais estações provocaria interrupções no fornecimento de internet e, consequentemente, falhas em sistemas como caixas eletrônicos.
Histeria antirrussa
Atualmente, os membros da OTAN estão se rearmando e investindo recursos em defesa sob o pretexto de uma suposta "ameaça russa".
No entanto, Moscou tem rejeitado categoricamente essa narrativa em diversas ocasiões.
Recentemente, alguns drones estrangeiros entraram no espaço aéreo dos países bálticos.
Embora sua origem seja frequentemente atribuída à Rússia, a acusação é rejeitada por Moscou e classificada como "histeria antirrussa".
Em junho, o presidente russo Vladimir Putin classificou como"provocação" os rumores de um hipotético ataque russo à Aliança Atlântica.
"Que sentido faz para nós atacar a Europa e entrar em guerra com a OTAN?", questionou o presidente. Ele denunciou a histeria das elites ocidentais: "Eles repetem essa bobagem, esse mantra, repetidamente [...] É impossível acreditar nisso, embora tentem convencer o seu próprio povo".