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'Rússia não tem intenções agressivas contra a Europa', afirma Putin

A cúpula ucraniana não tem pressa em realizar eleições, afirmou o presidente russo.
'Rússia não tem intenções agressivas contra a Europa', afirma PutinSputnik / Vyacheslav Prokofiev

Vladimir Putin afirmou nesta sexta-feira (18) que Moscou "não tem intenções agressivas contra a Europa" e acrescentou que está disposta a restabelecer as relações com os países europeus.

"Quero reiterar que a Rússia não tem intenções agressivas contra a Europa nem contra os países europeus. Simplesmente não temos motivos para isso. Estamos dispostos a cooperar e a restabelecer as relações com nossos vizinhos europeus", declarou o presidente russo.

No entanto, o líder russo afirmou que Moscou acompanhou os recentes exercícios europeus no mar Báltico, nos quais militares da União Europeia treinaram a apreensão de navios civis.

"Falam o tempo todo em proteger o direito internacional, em defender o direito internacional, mas estão se preparando para apreender navios civis. Ao mesmo tempo, essas mesmas pessoas expressam uma suposta preocupação e condenam tudo o que está acontecendo nos Estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb", afirmou, destacando o que classificou como dois pesos e duas medidas por parte dos países europeus.

Bab el-Mandeb, rota estratégica cujo bloqueio sufocaria o golfo Pérsico e provocaria uma disparada nos preços do petróleo

  • Nos últimos anos, o Ocidente intensificou sua narrativa sobre uma suposta ameaça russa. Sob esse pretexto considerado infundado por Moscou, os países da OTAN estão reforçando o flanco oriental.
  • Por sua vez, Moscou afirmou repetidamente que não planeja atacar a Europa. O presidente russo, Vladimir Putin, declarou que as elites governantes europeias estão tomadas pela histeria de que "a guerra com os russos está logo ali". "É impossível acreditar nisso, embora tentem convencer sua própria população", acrescentou.
  • Além disso, Putin afirmou que a atual crise ucraniana é uma consequência direta de o Ocidente ter ignorado durante anos os legítimos interesses de segurança de Moscou e de sua política voltada a criar ameaças à Rússia por meio do avanço do bloco da OTAN em direção às fronteiras russas.