EUA se recusam a aderir a declaração antirrussa de Kiev na ONU

Documento foi apoiado por mais de 40 países; representante americano pediu retorno à mesa de negociações.

Os Estados Unidos não aderiram à declaração contra a Rússia apresentada nesta quarta-feira (23) durante uma reunião especial do Conselho de Segurança da ONU sobre a Ucrânia.

Presidentes, ministros e representantes de diversos países participaram do encontro e expuseram suas posições sobre o conflito. A Rússia foi representada pelo ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, enquanto Kiev esteve representado pelo chanceler do regime ucraniano, Andrey Sibiga.

A reunião foi convocada pela França, que assumiu a presidência do Conselho de Segurança durante o mês de setembro.

A declaração antirrussa apoiada por mais de 40 países apresenta o conflito de forma unilateral, ignorando as causas e os antecedentes da operação militar especial expostos pelo presidente russo em diversas ocasiões, inclusive na conhecida entrevista concedida ao jornalista norte-americano Tucker Carlson. Além disso, aplica de forma seletiva os princípios da Carta da ONU, mencionando a integridade territorial, mas omitindo o direito dos povos à autodeterminação, entre outros.

EUA defendem negociações

Durante a reunião de alto nível, o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz,defendeu uma solução negociada para o conflito.

"Não se trata de ganhar", afirmou Waltz, citando palavras do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O representante americano também ressaltou a participação de Trump na busca por uma solução pacífica e pediu que as partes voltem "à mesa de negociações".