
Lavrov leva à ONU acusações de 'nazificação' da Ucrânia e critica leis do regime de Kiev

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, chamou nesta quarta-feira (23) a atenção para o que classificou como avanço do nazismo na Ucrânia sob o regime de Vladimir Zelensky.
"O apogeu da nazificação da Ucrânia foi a recente genuflexão de Zelensky e de outros representantes de seu regime diante das cinzas dos colaboradores de Hitler, que foram transferidas da Europa com todas as honras para serem enterradas novamente em Kiev", declarou Lavrov durante sua intervenção na sessão do Conselho de Segurança da ONU sobre a Ucrânia.

"Além disso, a partir de tais túmulos satânicos pretendem criar um panteão de heróis da Ucrânia no território do sagrado Mosteiro das Cavernas de Kiev, sagrado para todos os ortodoxos", acrescentou.
Lavrov declarou que a Rússia insiste no cumprimento estrito do artigo 1º da Carta da ONU, que exige o respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais sem distinção de raça, sexo, idioma e religião.
"No que se refere ao sexo e ao gênero, o regime de Kiev se orienta mais pela Europa. Mas, no que diz respeito ao idioma e à religião, aqui nenhuma artimanha ajudará", afirmou.
O chanceler russo disse que uma das tarefas da chamada operação militar especial, além de garantir incondicionalmente os interesses de segurança da Rússia, é "a plena consideração dos direitos dos russos e dos russófonos" não apenas na Crimeia, em Donbass e em Novorossia, mas em toda a Ucrânia.
Segundo Lavrov, Kiev mantém em vigor, "com a aprovação do Ocidente", leis que "proíbem totalmente o idioma russo em todos os âmbitos: na educação, nos meios de comunicação, na cultura, na vida cotidiana", além de leis que proíbem a Igreja Ortodoxa Ucraniana canônica (ligada a Moscou).
"Guardaram silêncio"
"Essas leis começaram a ser aprovadas muito antes da operação militar especial, desde 2017. Na Europa e na OTAN, guardaram silêncio", denunciou o ministro.
"Paralelamente, consolidou-se por lei o fomento da ideologia e da prática nazistas", acrescentou.
Lavrov também lamentou que "os antigos aliados da Rússia" na luta contra o nazismo hitlerista "façam vista grossa" para essas ações.
"O Ocidente, e sobretudo a União Europeia, gosta de falar de direitos humanos com motivo e sem motivo. No entanto, no que diz respeito ao regime de Kiev, não ouvimos essa expressão", concluiu Lavrov.

