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Às vésperas das eleições, empresa dos EUA quer ensinar português para militares americanos — imprensa

A oportunidade também prevê treinamento para funcionários do governo de Donald Trump; o caso veio à tona em meio a um alerta da Abin sobre possível influência estrangeira nas eleições presidenciais de 2026.
Às vésperas das eleições, empresa dos EUA quer ensinar português para militares americanos — imprensaGettyimages.ru / Beata Zawrzel/NurPhoto

Uma empresa americana especializada em treinamento linguístico para militares e agentes da inteligência dos Estados Unidos abriu neste mês uma vaga para professor de português brasileiro, informou a Folha de S.Paulo na terça-feira (22).

Segundo a Ascensus Global, o profissional dará aulas e conduzirá exercícios de interpretação e tradução durante um programa de três semanas, entre outubro e novembro.

A primeira etapa será virtual e as demais ocorrerão presencialmente em Montgomery, no Alabama, com despesas de viagem custeadas pela empresa.

A companhia afirma oferecer treinamento em idiomas e cultura para mais de 40 clientes das áreas militar e de inteligência, além de organizações governamentais, comerciais e sem fins lucrativos.

A descrição da vaga não informa qual órgão ou unidade americana participará do treinamento e não estabelece relação entre a contratação e as eleições brasileiras de 2026.

A oportunidade surge, porém, em meio a tensões entre Brasil e Estados Unidos e a um alerta da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Segundo a TV Brasil, um relatório reservado enviado no fim de agosto à Presidência, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Ministério da Justiça elevou a possibilidade de influência e interferência dos Estados Unidos no processo eleitoral ao "nível de criticidade".

Na terça-feira (22), durante a Assembleia Geral da ONU, o presidente americano Donald Trump defendeu uma atuação mais assertiva dos EUA no Hemisfério Ocidental, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou interferências externas e afirmou que "o Brasil não cabe no quintal de ninguém".