
Rússia defende maior representação da América Latina no Conselho de Segurança da ONU

A Rússia considera que a reforma do Conselho de Segurança da ONU deve ampliar a participação de países da América Latina, África e Ásia.
A declaração foi feita por Kirill Logvinov, diretor do Departamento de Organizações Internacionais do Ministério das Relações Exteriores da Rússia em entrevista à agência de notícias TASS.
Ao comentar a 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, o diplomata russo observou que "a busca por uma fórmula de reforma universal capaz de satisfazer a maioria dos Estados-membros continua".

"Em nossa opinião, a solução está na ampliação da representação no Conselho dos países de maioria global — especificamente os Estados da América Latina, África e Ásia — alguns dos quais poderiam obter um assento permanente", comentou Logvinov.
Lula pede ampliação do Conselho de Segurança da ONU
A ampliação do Conselho de Segurança da ONU é uma pauta defendida regularmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que há anos reivindica a inclusão do Brasil como membro permanente.
Em maio deste ano, Lula reforçou a demanda brasileira e também citou outros países que poderiam fazer parte do grupo.
"O Brasil gostaria de participar. Há muito tempo o Brasil briga. O México tem tamanho para isso, a Índia tem tamanho para isso, a Alemanha, o Japão. Países como o Egito, como a África do Sul."
- Atualmente, o conselho conta com 15 membros, sendo cinco permanentes e 10 rotativos. Apenas os permanentes possuem poder de veto. São eles: China, Rússia, EUA, Reino Unido e França.
