A presidente do México, Claudia Sheinbaum, defendeu nesta terça-feira (22) a proposta de reforma constitucional apresentada em agosto que pretende impedir pessoas com dupla nacionalidade de concorrer à Presidência da República ou aos governos estaduais.
Durante coletiva de imprensa, Sheinbaum afirmou que mexicanos residentes nos Estados Unidos enviaram uma carta questionando as razões da iniciativa. Segundo a mandatária, a restrição seria aplicada apenas a quem pretenda ocupar esses cargos.
"Aos compatriotas, dizemos: querem vir fazer política no México, são sempre bem-vindos; mas, se quiserem ser governador ou governadora, terão que renunciar à nacionalidade americana. Querem ser presidentes da República, então têm que renunciar à cidadania americana", afirmou.
"Você não pode ter duas bandeiras, não pode ter dois juramentos, só pode ter um", argumentou Sheinbaum. Segundo ela, a exigência ganha importância no caso da Presidência por se tratar do "cargo mais importante de representação popular e representação do Estado mexicano".
A presidente ressaltou que não se opõe a que uma pessoa tenha duas ou três nacionalidades. "A questão é se você vai representar o país", esclareceu.
"Como mexicano, já para se candidatar, a questão é a quem você deve lealdade (...) Não é tirar nenhum direito de ninguém. É apenas se você vai se candidatar a presidente ou governador. Você só pode ter um amo, e é o povo do México", reiterou.
Sheinbaum acrescentou que, atualmente, para ser embaixador do México e representar o país no exterior, "não se permite a dupla nacionalidade".