
'Acontecerá mais rápido do que imaginam': Trump promete encerrar conflito russo-ucraniano

Durante discurso nesta terça-feira (22) na Assembleia Geral da ONU, o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu que encerrará o conflito ucraniano "mais rápido do que as pessoas imaginam".

"Estamos trabalhando em estreita colaboração com os líderes da Rússia e da Ucrânia, e conseguiremos resolver isso. Acredito que acontecerá mais rápido do que as pessoas imaginam", afirmou o chefe da Casa Branca.
Durante sua campanha eleitoral, Trump afirmou por diversas vezes que encerraria o conflito na Ucrânia nas primeiras 24 horas de seu mandato. No entanto, mais tarde declarou que sua promessa havia sido "sarcástica" e argumentou que a situação "é mais difícil do que as pessoas poderiam imaginar".
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— RT Brasil (@rtnoticias_br) September 22, 2026
Durante campanha eleitoral, Trump afirmou diversas vezes que o encerraria nas primeiras 24 horas de seu mandato; mais tarde, declarou que sua promessa havia sido "sarcástica". pic.twitter.com/Mhob8zqnqE
Garantir a segurança da população de língua russa
A retirada das tropas de Kiev das repúblicas russas de Donetsk e Lugansk — assim como das regiões russas de Zaporozhie e Kherson, que se uniram à Federação Russa após consultas populares realizadas em 2022 — é uma das principais condições de Moscou para solucionar o conflito.
Como afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, o principal objetivo da operação militar especial é "garantir a segurança das pessoas que viviam e vivem no leste da Ucrânia e que realmente se encontravam em risco de morte".
Vladimir Putin declarou repetidamente que a Rússia está comprometida com uma solução diplomática para a crise ucraniana.
O presidente russo ressaltou, em particular, que é necessário garantir, em primeiro lugar, a segurança da Rússia a longo prazo. Para isso, segundo ele, é fundamental eliminar as causas profundas do conflito, entre elas a expansão da OTAN, que Moscou considera uma ameaça, e a violação dos direitos da população de língua russa na Ucrânia.
Além disso, a proposta russa prevê que Kiev reconheça esses territórios, assim como a Crimeia e Sevastopol, como parte integrante da Federação da Rússia.
Também é exigido que a Ucrânia garanta sua neutralidade, não alinhamento, desnuclearização, desmilitarização e desnazificação.

