Cuba denuncia 'ofensiva' dos EUA para impor Doutrina Monroe na América Latina e Caribe

Governo cubano cita militarização, tarifas punitivas e sanções como parte da pressão de Washington.

Cuba alertou nesta segunda-feira (21) para as ações extraterritoriais dos Estados Unidos na América Latina e no Caribe "para impor a arcaica Doutrina Monroe". De acordo com Havana, a ação é parte de uma "ofensiva" do governo de Donald Trump "acentuada sob novos e inaceitáveis corolários".

Por meio da rede social X, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, detalhou que, durante uma reunião ministerial da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), realizada no âmbito da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), manifestou a "preocupação" de seu país com a agenda de ingerência e intervenção dos EUA na região.

"Utilizam como instrumento de dominação a militarização da região sob o pretexto de combater o narcotráfico; impõem tarifas punitivas contra vários de nossos países; promovem iniciativas que pretendem nos dividir; e tentam enfraquecer os mecanismos de concertação e integração que tanto nos custou construir", alertou Rodríguez.

Nesse sentido, o diplomata afirmou que, para que a região enfrente esse cenário de ameaça por parte dos EUA, é prioritária "a defesa da Proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz".

Rodríguez também denunciou a intensificação da política de cerco de Washington contra a ilha caribenha e afirmou que se trata de um "reforço sem precedentes do bloqueio dos EUA a Cuba", que tem como particularidades "o cerco energético, as sanções secundárias, uma violenta ofensiva midiática e a ameaça de agressão militar".

Cerco dos EUA contra Cuba