O Ministro das Relações Internacionais e Cooperação da África do Sul, Ronald Lamola, acusou os Estados Unidos de aplicarem critérios raciais em programa de refugiados, admitindo apenas sul-africanos brancos, segundo relatos da mídia local.
"Essa política baseada em raça reflete o que pode ser chamado de 'Apartheid 2.0'", declarou Lamola na sexta-feira (18), em um painel do Fórum da Diáspora Africana antes de sua participação na Assembleia Geral da ONU em Nova York. Vigente até 1994, o apartheid foi o regime legal na África do Sul que segregava a população por cor da pele e reservava mais direitos à minoria branca.
De acordo com Lamola, Pretória tem sido alvo de "acusações infundadas de 'genocídio' contra pessoas brancas" para justificar um programa de reassentamento que admite apenas sul-africanos brancos. Ele enfatizou que a África do Sul representa a antítese do que o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, busca em termos de diversidade.
"Os Estados Unidos se opõem ao avanço das vidas negras e aos direitos civis pelos quais os movimentos negros lutaram durante anos", afirmou. Segundo o ministro, atacar a África do Sul é uma tentativa de sugerir aos afro-americanos que a igualdade não funciona em lugar nenhum.