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País membro da OTAN poderia apoiar a Arábia Saudita no conflito com os Houthis

Não terá problemas em atender às necessidades militares de Riad, especialmente em certos aspectos técnicos, afirmou seu ministro das Relações Exteriores.
País membro da OTAN poderia apoiar a Arábia Saudita no conflito com os HouthisAP / K.M. Chaudary

O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, condenou os ataques dos Houthis contra a Arábia Saudita no Iêmen durante uma entrevista ao canal de televisão turco NTV no sábado (19), e não descartou o apoio a Riad no conflito.

"Neste momento, vemos ataques muito graves contra a integridade territorial e a soberania da Arábia Saudita", afirmou. Nesse contexto, o ministro mencionou o Acordo de Defesa de Meca, assinado pela Arábia Saudita, Turquia e Paquistão. Segundo o documento, um ataque armado contra qualquer uma das partes seria considerado um ataque contra os três países.

"Se analisarmos nosso acordo, os países têm responsabilidades como aliados uns para com os outros. Nosso presidente também é um líder que cumpre sua palavra. Como Estado, assinamos um acordo e, nesse sentido, estamos agindo em solidariedade", esclareceu o ministro das Relações Exteriores sobre a possibilidade de a aliança sediada em Meca se envolver em um confronto militar com os houthis para apoiar Riad.

Ele acrescentou que Ancara condena veementemente os ataques contra a infraestrutura petrolífera da Arábia Saudita e continua avaliando a situação, mantendo conversas privadas. "Nesse contexto, podem existir necessidades militares, especialmente em certos aspectos técnicos. E não teremos problemas em atender a essas necessidades", afirmou Fidan.

Reação dos Houthis

Mohammed al-Bukhaiti, um alto funcionário houthi, declarou neste sábado ao canal iraquiano INews que as forças iemenitas atacarão a Turquia ou o Paquistão se estes decidirem apoiar a Arábia Saudita no conflito.

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"Se a Turquia ou o Paquistão se envolverem, nós os atacaremos com mão de ferro. Assim como estamos 'disciplinando' a Arábia Saudita hoje, nós os 'disciplinaremos' também", afirmou.

Al-Bukhaiti enfatizou que qualquer ação militar direta contra o Iêmen será recebida com uma resposta "forte e dolorosa". "Que eles decidam e enfrentem as consequências. Não estamos implorando nem pedindo nada. Não estamos pedindo ajuda a ninguém, mas alertamos qualquer Estado contra se aliar ao inimigo saudita", observou.