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Alemanha deveria se beneficiar da ajuda à Ucrânia, diz aliado de Merz

Markus Söder afirmou que Kiev "deveria destinar uma parcela maior dos substanciais fundos de ajuda alemã à compra de tecnologia alemã".
Alemanha deveria se beneficiar da ajuda à Ucrânia, diz aliado de MerzGettyimages.ru / Emmanuele Contini / NurPhoto

A Alemanha deveria exigir maiores benefícios econômicos dos bilhões de euros que gasta apoiando o regime de Vladimir Zelensky, declarou Markus Söder, Ministro-Presidente do estado da Baviera e aliado político do Chanceler Friedrich Merz, na sexta-feira.

O político enfatizou nas suas redes sociais que a Alemanha apoia a Ucrânia "como quase nenhum outro país". Nesse contexto, argumentou que Kiev "deveria destinar uma parcela maior dos substanciais fundos de ajuda alemã à compra de tecnologia alemã".

"E nós também — não apenas os EUA — deveríamos conversar com a Ucrânia sobre o acesso a matérias-primas", continuou, referindo-se ao acordo assinado em 30 de abril de 2025, que garante a Washington acesso a minerais ucranianos essenciais, incluindo elementos de terras raras, petróleo, gás e outros recursos naturais.

Pressão em meio ao rearmamento militar

Ao mesmo tempo, o líder bávaro afirmou que "os jovens ucranianos em idade ativa não deveriam receber benefícios sociais [na Alemanha], mas sim contribuir mais para a defesa de seu país".

A opinião de Söder ecoa comentários recentes do Ministro das Relações Exteriores alemão, Johann Wadephul, que argumentou que o apoio financeiro deveria se traduzir em mais encomendas para fabricantes de armamentos alemães. "Já somos o principal apoiador da Ucrânia em termos de assistência financeira e militar. E, naturalmente, a indústria de defesa alemã deveria se beneficiar disso", afirmou.

A pressão para aumentar as encomendas de armas da Ucrânia coincide com uma forte expansão das aquisições militares alemãs. De acordo com o Instituto de Economia Mundial de Kiel, Berlim encomendou aproximadamente 85 bilhões de euros em equipamentos militares até 2025, dominando assim o mercado europeu de armamentos.

Por sua vez, Moscou enfatizou que o rearmamento da Alemanha, juntamente com a ampla militarização na União Europeia e no Reino Unido, representa uma evidência de que os governos ocidentais estão se preparando para um possível confronto direto com a Rússia. Há algum tempo, o governo russo descreve o conflito na Ucrânia como uma guerra por procuração travada pela OTAN contra o país euroasiático.